Mercado financeiro
Ibovespa sobe 0,41% com melhora de expectativa para juros
O mercado brasileiro de ações voltou timidamente às compras nesta quinta-feira (27) e levou o Índice Bovespa a uma alta de 0,41%, aos 65.277,38 pontos. O tom "dovish" do Banco Central animou os investidores do mercado de ações - principalmente pela manhã -, mas não chegou a empolgar o mercado, ainda bastante concentrado em operações de curto prazo. O volume de negócios somou R$ 5,9 bilhões. Um dos destaques entre os resultados do dia foi a Vale, que anunciou lucro líquido de US$ 16 milhões no segundo trimestre de 2017, ante um ganho de US$ 1,106 bilhão no mesmo período de 2016. Vale ON teve alta de 0,13%, enquanto Vale PNA recuou 0,47%.
Ajuste da moeda americana
O dólar fechou em alta em dia de ajuste acompanhando o movimento no exterior, pautado ainda por cautela interna diante da questão fiscal do País. No mercado à vista, o dólar terminou em alta de 0,29%, aos R$ 3,1528. O giro financeiro somou US$ 2,07 bilhões. Na mínima, a moeda ficou em R$ 3,1424 (-0,04%) e, na máxima, aos R$ 3,1594 (+0,49%). O dólar para agosto subiu 0,46%, aos R$ 3,1550. O volume financeiro movimentado somou US$ 14,50 bilhões. A divisa oscilou de R$ 3,1385 (-0,06%) a R$ 3,1610 (+0,65%). Os especialistas atribuíram a valorização com a espera pelo fim do recesso parlamentar e votação da denúncia contra o presidente Michel Temer.
Movimento de queda nos juros futuros
Os juros futuros confirmaram no fechamento da sessão regular o movimento de queda firme visto desde o início da sessão, refletindo ajustes de posições ao comunicado do Copom (Comitê de Política Monetária), considerado mais "dovish" (inclinado à queda dos juros) do que o esperado. A taxa do contrato de DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2018 (421.260 contratos) fechou em 8,280%, de 8,500% no ajuste de ontem. A taxa para janeiro de 2019 (464.905 contratos) terminou em 8,14%, de 8,39% no ajuste anterior. A taxa do DI janeiro de 2021 (239.085 contratos) caiu de 9,50% para 9,35%.
Expectativa por tendência de corte da Selic
A expectativa majoritária de corte da Selic em 1 ponto porcentual foi confirmada pelo Copom, que reduziu a taxa básica para 9,25%. Na leitura dos analistas, foi bastante clara a sinalização do comunicado da intenção do BC em manter o ritmo de corte atual na próxima reunião, no começo de setembro. "O comunicado veio superdovish, na linha de mais um corte de 100 pontos-base na próxima reunião", disse a gestora de renda fixa da Mongeral Aegon Investimentos, Patricia Pereira. "E agora o cenário de Selic terminal, que estava entre 8% e 7,5%, é muito mais para a 7,5% e 7%", completou. Os contratos mais curtos reagiram com mais força que os longos, configurando a chamada inclinação positiva da curva.





