Decisão do FED influencia queda da moeda americana
O dólar aprofundou as perdas nesta quarta-feira (26), após a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), que ressaltou em comunicado a fraqueza da inflação e o início "relativamente breve" da redução de seu balanço patrimonial. Diante disso, as chances de aumento dos juros nos EUA na reunião de setembro diminuíram. O Fed manteve hoje a taxa dos fed funds entre 1,00% e 1,25%. No mercado à vista, o dólar terminou em baixa de 0,80%, aos R$ 3,1438. O giro financeiro somou US$ 2,19 bilhões. Na mínima, a moeda ficou em R$ 3,1377 (-0,98%) e, na máxima, aos R$ 3,1772 (+0,25%). No mercado futuro, o dólar para agosto caiu 1,10%, aos R$ 3,1405.

Bovespa fecha o dia em baixa
A Bovespa andou na contramão de outros mercados e teve um pregão de perdas comandadas pelas quedas das blue chips. A baixa foi relacionada a um movimento de realização de lucros recentes, dada a ausência de notícias que justificassem a deterioração dos preços das ações. O Índice Bovespa terminou o dia em queda de 1,00%, aos 65.010,57 pontos. Os negócios somaram R$ 6,7 bilhões. As ações da Vale, que haviam subido fortemente nos últimos pregões, devolveram parte dos ganhos e caíram 3,10% (ON) e 2,51% (PNA). Os papéis da Petrobras, que também tiveram valorização expressiva recente, recuaram 1,67% (ON) e 1,82% (PN), mesmo com o petróleo em alta.

Juros futuros mantêm estabilidade
Os juros futuros fecharam a sessão regular desta quarta-feira, 26, estáveis em relação aos ajustes anteriores, com viés de queda nos vencimentos curtos, refletindo a aposta de corte da Selic. As taxas futuras pouco se mexeram à tarde, sem reação aparente também aos dados do governo central. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 (196.400 contratos) fechou em 8,500%, de 8,515% no ajuste de ontem. A taxa do DI para janeiro de 2019 (202.030 contratos) encerrou em 8,39%, de 8,41% no último ajuste. A taxa do DI para janeiro de 2021 (110.120 contratos) ficou estável em 9,50%.

Incertezas limitam movimentação do mercado
"O DI não acompanhou a reação dos demais ativos por conta desta nuvem que temos sobre o cenário fiscal", explicou Paulo Petrassi, sócio-gestor da Leme Investimentos. Nos últimos dias, têm crescido as especulações em torno de uma eventual mudança da meta fiscal deste ano - limite de déficit de R$ 139 bilhões - supostamente em razão de pressões políticas dentro do governo, e até mesmo a permanência do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, tem sido colocada em dúvida. A expectativa pelo comunicado do Copom (Comitê de Política Monetária), que sairia no início da noite, também ajudou a limitar a movimentação do mercado.

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