Mercado financeiro
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 13 de julho de 2017
Agência Estado 
JBS - sobe
Petrobras - desce
Ibovespa tem 4ª alta seguida e volta aos 65 mil pontos
Índice tem melhor patamar desde deflagração de crise política
O Índice Bovespa teve sua quarta alta consecutiva, favorecida pela combinação de cenários mais benignos no Brasil e no exterior. O indicador atingiu os 65.178,34 pontos (+0,53%), renovando o seu melhor patamar desde a deflagração da atual crise política, em 17 de maio. A sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, que rejeitou a denúncia contra o presidente Michel Temer, esteve em segundo plano ao longo de toda a sessão de negócios. A aprovação da reforma trabalhista e a esperança de avanço na previdenciária voltaram a ser citadas como fatores que trouxeram melhor ânimo aos investidores.
Fraco desempenho das commodities reduz ganhos do Ibovespa
A alta do Ibovespa teria sido maior não fosse o fraco desempenho das ações de commodities. Petrobras ON e PN, que haviam subido em torno dos 4% na véspera, perderam fôlego e perderam 0,22% e 0,54%. Vale ON e PNA cederam à queda do minério de ferro e recuaram 2,41% e 2,35%. Na ponta contrária estiveram papéis do setor de consumo, liderados por JBS, que tiveram alta de 9,39%. Lojas Renner ON (+2,04%) e Pão de Açúcar PN (+1,89%) foram outros papéis que se destacaram em alta, refletindo maior otimismo do investidor, a uma semana do início da safra de balanços trimestrais.
Dólar fecha sessão estável mesmo com viés de alta ao longo da tarde
Após quatro sessões de queda, o dólar terminou estável. O viés de alta, no entanto, prevaleceu ao longo da tarde, com especialistas do mercado apontando para ajustes em relação a um movimento exacerbado no dia anterior na comparação com os pares do real e certa cautela política. A fraqueza da moeda norte-americana ante divisas emergentes e ligadas a commodities exerceu influência para baixo. No mercado à vista, o dólar terminou estável, aos R$ 3,2091. O giro financeiro somou US$ 974 milhões. Na mínima, a moeda ficou em R$ 3,2027 (-0,19%) e, na máxima, aos R$ 3,2217 (+0,39%).
Taxas de juros futuros têm ajuste com avanço das Treasuries e leilão de LTN
Os juros futuros terminaram a sessão em leve alta nos contratos de longo prazo e perto dos níveis anteriores nos demais vértices. Alguns fatores colaboraram para o ajuste, entre eles o avanço do rendimento dos Treasuries e o leilão de Letras do Tesouro Nacional (LTN). No fim da sessão regular, a liquidez era bastante baixa. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 (70.025 contratos) terminou com taxa de 8,715%, de 8,720%. A taxa do DI para janeiro de 2019 (164.430 contratos) passou de 8,64% para 8,65%. A taxa do DI para janeiro de 2021 (187.315 contratos) fechou em 9,82%, de 9,76%.


