Mercado financeiro
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 12 de julho de 2017
Agência Estado 
Bovespa - Subiu
Dólar - Desceu
Mercado reage a reforma trabalhista e condenação de Lula
Dólar fecha a R$ 3,20, o menor nível desde 17 de maio
Uma conjunção de fatores levou o dólar a fechar no patamar de R$ 3,20, o menor nível desde a divulgação das gravações do caso JBS. A condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a nove anos e seis meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro fez com que a moeda norte-americana renovasse mínimas diversas vezes durante à tarde. O movimento de queda já vinha desde cedo depois da aprovação da reforma trabalhista.
No mercado à vista, o dólar terminou em baixa de 1,36%, aos R$ 3,2090, o menor nível desde 17 de maio, dia em que houve a divulgação das gravações da JBS envolvendo Temer. No mercado futuro, o dólar para agosto caiu 1,47%, aos R$ 3,2210.
Aprovação da reforma trabalhista contribui para queda da moeda
Outros fatores também contribuíram para que a divisa norte-americana fechasse em baixa pelo quarto dia consecutivo. Logo na abertura, o mercado comemorou a aprovação da reforma trabalhista por 50 votos favoráveis e 26 contra, "o que gerou certo otimismo quanto à aprovação da reforma previdenciária, uma vez que o governo mostrou mais força do que o mercado estava esperando", disse Felipe Pellegrini, gerente de tesouraria do Grupo Confidence. A presidente do Federal Reserve (Fed), Janet Yellen, reequilibrou as apostas de investidores em relação ao futuro da política monetária nos EUA, com discurso mais voltado a uma taxa de juros neutra. O avanço do petróleo também colaborou.
Bolsa dispara e encerra em alta de 1,57%
A condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo juiz Sérgio Moro deu impulso ao Índice Bovespa, que teve sua terceira alta consecutiva e atingiu o maior patamar desde 17 de maio, quando foi deflagrada a atual crise política. O indicador, que já operava em alta no momento da notícia, ganhou força rapidamente e terminou esta quarta-feira (12), em alta de 1,57%, aos 64.835,55 pontos. O volume de negócios também mostrou reação e somou R$ 9,95 bilhões, o maior em quase um mês. A alta foi generalizada, mas privilegiou principalmente as ações que melhor refletem a percepção de risco político. Foi o caso da Petrobras, que tiveram ganhos de 3,90% (ON) e 4,95% (PN).
Juros futuros fecham em baixa
Os juros futuros fecharam em baixa consistente ao longo de toda a curva nesta quarta, repleta de fatores a estimular a devolução de prêmios nos principais contratos. Ao final da sessão regular, a taxa do contrato de outubro de 2017 (198.010 contratos) fechou em 9,210%, de 9,255% no ajuste de terça-feira, 11, e a taxa do DI janeiro de 2018 (170.235 contratos) caiu de 8,775% para 8,720%. A taxa do DI janeiro de 2019 (290.605 contratos) fechou em 8,64% - piso para este contrato em termos absolutos, ou seja, sem descontar a chamada taxa de carrego - ante 8,73% no ajuste de ontem. A taxa do DI janeiro de 2021 (274.730 contratos) encerrou a 9,76%, de 9,96%.


