Mercado financeiro
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 11 de julho de 2017
Agência Estado 
Ibovespa - sobe
Dólar - desce
Ibovespa sobe 1,28% com commodities e aposta em reformas
Commodities e cenário político doméstico proporciona ganhos à Bovespa
A Bovespa teve mais uma sessão de ganhos firmes, apoiados na alta dos preços das commodities e numa visão mais otimista do cenário político doméstico. O Índice Bovespa terminou o dia com alta de 1,28%, aos 63.832,15 pontos. O volume de negócios continuou em patamar considerado baixo, somando R$ 5,88 bilhões. Principal expectativa do dia, a sessão da plenária do Senado para votar a reforma trabalhista foi interrompida pouco depois do meio-dia, após uma manobra da oposição que contou com cinco senadoras ocupando a Mesa Diretora da Casa. O tumulto e a interrupção não abalaram o mercado de ações, onde a aprovação da matéria continuou a ser dada como certa.
Petróleo em alta eleva ações da Petrobras
Enquanto isso, o petróleo, que chegou a cair mais cedo, firmou-se em alta à tarde, levando as ações da Petrobras a ganhos de 2,91% (ON) e 2,92% (PN). O minério de ferro também subiu e conduziu Vale ON e PNA a avanços de 1,11% e 1,41%, respectivamente. Ainda entre as blue chips, as ações do setor financeiro subiram em bloco, tendo Banco do Brasil ON (+4,20%) à frente, num sinal de menor percepção de risco político. "O mercado já começa a separar as coisas, acreditando que algumas pautas importantes podem avançar", disse Mário Roberto Mariante, chefe de análise da Planner Corretora.
Dólar cai ao menor nível desde 1° de junho
O dólar fechou em leve queda, no patamar dos R$ 3,25, em reflexo aos ingressos de recursos de estrangeiros para Ofertas Públicas Iniciais (IPO) de ações previstas na B3 neste mês de julho e expectativa com uma troca de comando no governo. Certa cautela, porém, foi observada com mais um dia de giro financeiro fraco com o mercado à espera de uma definição sobre a votação da reforma trabalhista no plenário do Senado. Do lado do exterior, a alta de mais de 1% do petróleo contribuiu para a valorização do real. No mercado à vista, o dólar terminou em baixa de 0,21%, aos R$ 3,2534, o menor nível desde 1º de junho (R$ 3,2457).
Taxas de juros futuros têm recuo moderado e liquidez fraca
Os juros futuros fecharam perto da estabilidade, com viés de baixa. A expectativa de aprovação da reforma trabalhista no Senado, a despeito da paralisação da sessão por várias horas, em meio ao dólar em queda e à avaliação benigna do cenário inflacionário ajudou no recuo moderado dos juros ao longo da sessão, mas a liquidez manteve-se fraca. Ao final da sessão regular, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 (178.425 contratos) fechou em 8,775%, de 8,795%. A taxa do DI janeiro de 2019 (50.895 contratos) caiu de 8,76% para 8,73%. A taxa do DI janeiro de 2021 (123.850 contratos) fechou em 9,96%, de 9,97%.


