Mercado financeiro
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 10 de julho de 2017
Agência Estado 
Ibovespa - Subiu
Dólar - Desceu
Alta das commodities faz Ibovespa fechar em alta
Expectativa sobre reforma trabalhista também ajuda
Depois de quatro quedas consecutivas na última semana, o Índice Bovespa teve uma sessão de recuperação nesta segunda-feira, 10, e fechou com ganho de 1,13%, aos 63.025,46 pontos. O desempenho positivo teve como principal referência o cenário internacional, com alta de commodities e das bolsas de Nova York. Mas também contou com fatores domésticos, como expectativa de aprovação da reforma trabalhista e até mesmo a assimilação de um eventual cenário que tenha Rodrigo Maia (DEM-RJ) como presidente. Apesar da alta significativa das ações, o volume de negócios com ações na B3 somou R$ 5,5 bilhões, o que evidencia um mercado ainda retraído.
Apenas 6 das 59 ações do índice terminam em baixa
Das 59 ações da carteira teórica do índice, apenas 6 terminaram o dia em baixa. Os preços de referência do minério de ferro subiram e o petróleo firmou-se em alta após um período de instabilidade. Com isso, as ações da Vale tiveram ganhos de 2,84% (ON) e de 2,18% (PNA), enquanto as da Petrobras avançaram 0,16% (ON) e 0,42% (PN)."As ações subiram principalmente com o cenário internacional, mas a alta também mostrou um mercado comprado na ideia de Rodrigo Maia como presidente, pelo bem das reformas", disse Luís Gustavo Pereira, estrategista da Guide Investimentos. Segundo ele, o mercado voltou a ver alguma possibilidade de reforma da Previdência.
Dólar tem baixa de 0,72% e fica em R$ 3,2601
O dólar oscilou ontem com a leitura do parecer do deputado Sérgio Zveiter a favor da abertura de investigação contra Michel Temer. Chegou a tocar o patamar dos R$ 3,25. Porém, voltou aos R$ 3,26. As expectativas de que a equipe econômica seja mantida em um possível governo de Rodrigo Maia permearam os negócios. No mercado à vista, o dólar terminou em baixa de 0,72%, aos R$ 3,2601. O giro financeiro registrado somou US$ 1,13 bilhão. Na mínima, ficou em R$ 3,2581 (-0,78%) e, na máxima, aos R$ 3,2793 (-0,13%). No mercado futuro, o dólar para agosto caiu 0,83%, aos R$ 3,2750. O volume financeiro movimentado somou US$ 10,64 bilhões. Durante o pregão, a divisa oscilou de R$ 3,2730 (-0,32%) a R$ 3,2960 (-0,09%).
DI para janeiro de 2019 cai de 8,79% para 8,76%
Os juros futuros fecharam perto dos ajustes anteriores, com viés de baixa, numa sessão de liquidez abaixo do padrão. As taxas tiveram oscilação restrita durante todo o dia, refletindo a expectativa em torno dos eventos da semana, sobretudo na seara política. Ao final da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 (228.030 contratos) fechou com taxa de 8,795%, de 8,790% no ajuste de sexta-feira. A taxa do DI janeiro de 2019 (149.490 contratos) caiu de 8,79% para 8,76% e a do DI janeiro de 2021 (87.250 contratos) terminou em 9,97%, de 10,01%.


