Eletrobras - Subiu

Petrobras - Desceu

Dólar fecha abaixo de R$ 3,30; bolsa cai 0,12%

Moeda americada registra queda de 0,49%
O dólar teve um movimento de realização de lucros nesta quarta-feira (5), desencadeado após a divulgação do fluxo cambial. Especialistas de mercado destacaram que o teor mais "dovish" da ata do Fed (Federal Reserve), que deixou a percepção de que o ritmo de alta de juros nos EUA pode ser mais lento. No mercado à vista, o dólar terminou em baixa de 0,49%, aos R$ 3,2926. O giro financeiro registrado somou US$ 777 milhões. No mercado futuro, o dólar para agosto caiu 0,65%, aos R$ 3,3070, na mínima do dia. O volume financeiro movimentado somou US$ 3,98 bilhões. Durante o pregão, a divisa oscilou de R$ 3,3070 (-0,65%) a R$ 3,3490 (+0,61%).

Dia de negócios reduzidos na bolsa
A depreciação dos preços das commodities no mercado internacional, principalmente do petróleo, foi determinante para o viés negativo do Índice Bovespa. O indicador chegou a subir 0,40% pela manhã, mas perdeu fôlego e fechou em baixa de 0,12%, aos 63.154,17 pontos. Foi mais um dia de negócios reduzidos, que somaram R$ 6,7 bilhões. O petróleo operou com fortes quedas nos mercados futuros de Londres e Nova York. As ações da Petrobras terminaram o dia em baixa de 1,95% (ON) e de 1,77% (PN). Os papéis do setor elétrico também foram destaque de alta, liderados por Eletrobras ON e PNB, que subiram 7,75% e 6,58%, as duas maiores altas do Ibovespa.

Ponta longa perto da estabilidade
Os juros futuros fecharam em queda nos contratos de curto e médio prazos e perto da estabilidade na ponta longa. Segundo profissionais da área de renda fixa, o ambiente é favorável para apostar no recuo das taxas, diante das expectativas de deflação do IPCA ( Índice de Preços ao Consumidor Amplo) em junho e de que a crise política deve afetar a economia. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 (364.650 contratos) caiu de 8,835% para 8,810% e a do DI para janeiro de 2019 (171.925 contratos) recuou de 8,80% para 8,76%. A taxa do DI para janeiro de 2021 (139.710 contratos) fechou em 9,98%, de 10,00%.

Ritmo de corte da Selic influencia taxa de juros
A quarta-feira não trouxe agenda local relevante de indicadores capaz de influenciar as taxas, que seguiram refletindo o aumento de apostas na manutenção do ritmo de corte da Selic em 1 ponto porcentual no encontro do Copom (Comitê de Política Monetária ) de julho. "É uma tendência que vem desde a revisão da meta de inflação e com a pesquisa Focus mostrando expectativas de longo prazo ancoradas na nova meta.", disse o trader de renda fixa da Quantitas Asset Matheus Gallina. Outro fator que estimula a queda das taxas é a percepção sobre o IPCA que sai na sexta, referente a junho e que deve vir no negativo.

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