Mercado financeiro
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quinta-feira, 29 de junho de 2017
Agência Estado 
Subiu - ibovespa
Desceu - Eletrobras
Ações oscilam devido aos cenários interno e externo
Ibovespa fecha em alta de 0,36%, aos 62.238 pontos
O mercado acionário doméstico enfrentou um vaivém de oscilações nesta quinta-feira, 29, navegando ao sabor de influências nacionais e internacionais. Depois de alternar altas e baixas ao longo de todo o dia, o Índice Bovespa fechou com ganho de 0,36%, aos 62.238,95 pontos. O volume de negócios somou R$ 6 bilhões. A alta do Ibovespa foi garantida justamente pelas blue chips ligadas a commodities, que acompanharam o avanço dos preços dos insumos no mercado internacional. Vale
ON e PNA subiram 0,38% e 0,49%, respectivamente. Petrobras ON e PN, por sua vez, ganharam 1,01% e 0,83%.
Setor elétrico concentra quedas puxadas pela Eletrobras
As quedas estiveram bastante concentradas no setor elétrico, comandado por Eletrobras PNB (-4,71%) e Eletrobras ON (-4,27%), as duas maiores baixas do Ibovespa. A queda foi atribuída a uma realização de lucros recentes, que influenciou outros papéis do setor, como Cemig PN (-2,18%) e Copel PNB (-0,70%). O setor bancário voltou a apresentar desempenho essencialmente positivo, embora sem mostrar entusiasmo do investidor. Com o resultado de hoje, o Ibovespa passa a contabilizar alta de 1,89% no acumulado da semana e baixa de 0,75% em junho. O saldo dos investimentos estrangeiros no mercado de ações estava negativo em R$ 1,465 bilhão no mês, até o dia 27.
Com alta de 0,65%, dólar termina sessão em R$ 3,3045
Um alerta em relação à economia foi adicionado ao já conturbado cenário político e fez o dólar fechar em alta. O governo central anunciou o pior déficit primário da história para o mês de maio No mercado à vista, o dólar terminou em alta de 0,65%, aos R$ 3,3045. O giro financeiro registrado somou US$ 2,38 bilhões. Na mínima, ficou em R$ 3,2709 (-0,36%) e, na máxima, aos R$ 3,3145 (+0,95%). No mercado futuro, o dólar para julho subiu 0,72%, aos R$ 3,3065. O volume financeiro movimentado somou US$ 17,51 bilhões. Durante o pregão, a divisa oscilou de R$ 3,2725 a R$ 3,3165.
Juros sobem; taxa DI para janeiro fica em 8,985%
Os juros futuros fecharam em alta devido à agenda local pesada e mau humor nos mercados internacionais. Profissionais da área de renda fixa destacaram que, a exemplo dos últimos dias, a influência do cenário externo, onde o dólar e os juros dos Treasuries estão avançando, foi decisiva para a trajetória ascendente das taxas. Ao final da sessão, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 (230.615 contratos) fechou em 8,985%, de 8,955% no ajuste de ontem. A taxa do DI janeiro de 2019 (307.680 contatos) subiu de 8,93% para 8,99%. Nos longos, o DI janeiro de 2021 (273.945 contratos) fechou em 10,18%, de 10,13%, e a do DI janeiro de 2023 (62.000 contratos) avançou de 10,62% para 10,64%.


