Subiu - Gerdau

Desceu - Taxa de juros

Saída de Renan e exterior levam dólar para baixo

Moeda também perde no exterior e para commodities
Notícias políticas vistas como positivas pelo mercado e otimismo no exterior levaram o dólar a fechar em queda nesta quarta-feira, 28. A saída do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) da liderança do partido no Senado e a perspectiva de aprovação da reforma trabalhista na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ajudaram, em dia de fraqueza do dólar mundo afora e recuperação dos preços das commodities. No mercado à vista, terminou em baixa de 0,97%, aos R$ 3,2830, com giro de US$ 962,43 milhões. A cotação vario entre R$ 3,2829 (-0,98%) e R$ 3,3146 (-0,01%).
No mercado futuro para julho, caía 0,93%, aos R$ 3,2860, às 17h20. O volume financeiro somava cerca de US$ 14,49 bilhões.

Bovespa sobe com cenário internacional favorável
O mercado de ações teve um pregão ameno, principalmente no período da tarde, quando teve alta contínua. O cenário internacional foi influência favorável, composta pela valorização das commodities, enfraquecimento do dólar e bolsas em terreno positivo. O desconforto com o cenário político continuou presente entre os investidores, mas foi minimizado pelo bom comportamento dos mercados de câmbio e juros, que recuaram. O Índice Bovespa fechou em alta de 0,56%, aos 62.017,97 pontos, depois de ter oscilado entre a mínima de 61.433,33 (-0,39%) e a máxima de 62.057,28 (+0,62%). Os negócios somaram R$ 5,8 bilhões, abaixo da média do mês, num sinal de retração do investidor.

Vale e siderúrgicas puxam desempenho
A alta foi comandada principalmente pelas ações da Vale, que subiram 3,12% (ON) e 2,02% (PNA), beneficiadas pela alta de 4,4% do minério de ferro no mercado à vista chinês. Os papéis da mineradora impulsionaram a valorização das ações de siderurgia e metalurgia. Gerdau Metalúrgica PN subiu 6,44% e liderou as altas do Ibovespa. Na ponta contrária estiveram as ações da Petrobras, que caíram 0,85% (ON) e 1,06% (PN) no dia, apesar da alta superior a 1% do petróleo nos mercados futuros de Londres e Nova York. No setor financeiro, Banco do Brasil avançou 1,11% e Bradesco PN ganhou 0,84%. Já Itaú Unibanco PN, ação de maior peso no índice, fechou praticamente estável, em baixa de 0,03%.

Taxas de juros caem com apetite menor pelo risco
Os juros futuros fecharam a sessão regular em baixa, que foi definida no período da tarde com maior apetite pelo risco no exterior e aumento das expectativas de aprovação da reforma trabalhista na CCJ do Senado. A melhora na perspectiva veio com a informação de que Renan entregaria o cargo de líder do PMDB. A taxa do Contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 (240.450 contratos) fechou em 8,955%, de 8,985% no ajuste de terça-feira. A taxa do DI para janeiro de 2019 (367 720 contratos) fechou na mínima de 8,93%, de 8,99%. A do DI janeiro de 2021 (208.620 contratos) caiu de 10,25% para 10,13% e a do DI janeiro de 2023 (60.785 contratos), de 10,76% para 10,62%.

mockup