Subiu - Vale

Desceu - Banco do Brasil

Ibovespa cai 0,82% com desconforto pela política

Commodities têm fôlego insuficiente perante crise
O mercado dividiu as atenções entre as influências externas e os embaraços da crise política interna nesta terça-feira, 27. A denúncia contra o presidente Michel Temer feita anteontem pela Procuradoria-Geral da República (PGR) foi o principal assunto do dia e, apesar de esperada, reforçou o desconforto do mercado pela imprevisibilidade. Pela manhã, o Índice Bovespa chegou a subir 0,38%, apoiado no bom desempenho das commodities e na justificativa de que a denúncia do procurador-geral Rodrigo Janot já estava precificada. Mas o fôlego foi curto e chegou a cair 0,98% na mínima do dia, no início do pronunciamento de Temer. Ao fim dos negócios, fechou em baixa de 0,82%, aos 61.675,46 pontos.

Ações de estatais ficam com desempenho pior
O risco político foi mais evidente no desempenho de ações de controle estatal. Os papéis da Petrobras, por exemplo, não conseguiram acompanhar a alta dos preços do petróleo no mercado internacional e fecharam com perdas de 0,76% (ON) e 0,49% (PN). Banco do Brasil ON foi além, com perda de 3,23%. Eletrobras PNB, por sua vez, caiu 1,64%. A queda do Ibovespa foi em parte amortecida pelo bom desempenho das ações da Vale. Os papéis tiveram alta de 1,64% (ON) e 1,83% (PNA), influenciados pela forte alta do minério de ferro na China. Com isso, subiram também CSN ON (+5,67%) e Bradespar PN, acionista da Vale (+3,07%), as duas maiores altas do Ibovespa.

Alta do dólar desacelera por enfraquecimento generalizado
O dólar desacelerou a alta ante o real após o pronunciamento de defesa do presidente do Michel Temer. O enfraquecimento generalizado do dólar ante moedas principais e melhora das commodities contribuíram para o fechamento do dólar com alta moderada. No mercado à vista, a alta foi de 0,41%, aos R$ 3,3152. O giro financeiro registrado somou US$ 1,00 bilhão. Na mínima, ficou em R$ 3,2985 (-0,09%) e, na máxima, aos R$ 3,3344 (+0,98%). No mercado futuro, o dólar para julho subiu 0,48%, aos R$ 3,3170. O volume financeiro movimentado somou de US$ 17,22 bilhões. Durante o pregão, a divisa oscilou de R$ 3,3015 a R$ 3,3380.

Taxas de juros consolidam redução de apetite por risco
Os juros futuros consolidaram no fechamento da sessão regular o movimento de alta, em meio à redução do apetite pelo risco no exterior e à cautela com o cenário político, fatores que pesaram principalmente na parte longa da curva a termo. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 (217.240 contratos) fechou a 8,985%, de 8,960% no ajuste de segunda-feira. A taxa do DI janeiro de 2019 (369.535 contratos) subiu de 8,96% para 8,99%. O DI para janeiro de 2021 (280.880 contratos) fechou com taxa de 10,25%, de 10,18% no anterior, e a do DI janeiro de 2023 (44.345 contratos) avançou de 10,64% para 10,76%.

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