Subiu - Bolsa

Desceu - Dólar

Dólar testa R$ 3,30 à espera de denúncias contra Temer

Denúncias poderão desencadear cenários diferentes
O dólar renovou diversas mínimas nesta tarde de segunda-feira (26), seguindo o movimento de realização de lucros que foi induzido pelo ambiente externo, enquanto os investidores aguardam por novidades no cenário político, com destaque para denúncia que o procurador-geral da República (PGR), Rodrigo Janot, deve apresentar entre hoje e amanhã contra o presidente Michel Temer. Durante o pregão, a moeda americana testou o suporte dos R$ 3,30, tocando o patamar dos R$ 3,29. De acordo com um operador, o mercado ainda não precificou as denúncias da PGR porque, dependendo do que for revelado, poderá desencadear cenários diferentes.

Dólar tem queda generalizada no Exterior
No mercado à vista, o dólar terminou em baixa de 1,18%, aos R$ 3,3016. O giro financeiro registrado somou US$ 466 milhões. Na mínima, ficou em R$ 3,2969 (-1,33%) e, na máxima, aos R$ 3,3369 (-0,11%).No mercado futuro, às 17h15, o dólar para julho recuava 1,28%, aos R$ 3,3050. A divisa oscilou de R$ 3,3010 a R$ 3,3415. No exterior, o dólar teve queda generalizada depois que o indicador de encomendas de bens duráveis nos EUA mostrou retração de 1,1% em maio ante abril, bem abaixo da previsão de -0,4%. "Com os indicadores mostrando queda, fica cada vez mais difícil de o Fed elevar os juros", explicou diretor da corretora Mirae, Pablo Spyer.

Dia de recuperação das ações brasileiras
O cenário externo positivo favoreceu um pregão de recuperação das ações brasileiras. Apoiado na queda do dólar, na alta do petróleo e das bolsas internacionais, o Índice Bovespa já iniciou o dia em terreno positivo e fechou em alta de 1,80%, alcançando os 62.188,08 pontos. As estrelas do dia foram as ações do setor financeiro, cujos preços vinham sendo prejudicados pelas incertezas do cenário doméstico. Apesar do noticiário político escasso, a crise no governo continuou presente nos negócios, mantendo o investidor retraído. O volume negociado somou R$ 5,7 bilhões, ante R$ 8,1 bilhões da média diária de junho.

Juros futuros seguem queda da moeda americana
Os juros futuros fecharam a sessão regular em queda, em linha com o movimento do dólar, que, ampliou o recuo e renovou mínimas sequenciais até cair abaixo de R$ 3,30. O volume de contratos negociados, no entanto, manteve-se fraco. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 (52.125 contratos) fechou com taxa em 8,960%, de 8,995% no ajuste de sexta-feira, e a taxa do DI para janeiro de 2019 (108 515 contratos) também encerrou em 8,96%, de 9,00% no ajuste anterior. A taxa do DI para janeiro de 2021 (106.905 contratos) caiu de 10,21% para 10,18%. No câmbio, o dólar à vista caía 1,21%, aos R$ 3,3006, pouco depois das 16h30.

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