Subiu - Dólar

Desceram - Juros futuros

Dólar sobe aos R$ 3,34, o maior nível desde 18 de maio

Incertezas políticas elevam moeda americana ante o real
O dólar teve mais um dia de volatilidade pautado por forças opostas em diversos momentos, mas incertezas políticas prevaleceram e fizeram com que a moeda terminasse em alta ante o real, atingindo o maior nível de fechamento em mais de um mês. No mercado à vista, o dólar terminou em alta de 0,26%, aos R$ 3,3400. O giro financeiro registrado somou US$ 1,29 bilhão. Na mínima ficou em R$ 3,3225 (-0,26%) e, na máxima, aos R$ 3,3493 (+0,37%). No mercado futuro, o dólar para julho avançou 0,10%, aos R$ 3,3470. O volume financeiro movimentado foi de US$ 15,57 bilhões. Durante o pregão, a divisa oscilou de R$ 3,3290 a R$ 3,3560.

Investidor espera pela votação da reforma trabalhista
O mercado segue de olho em novas denúncias contra o presidente Michel Temer, enquanto aguarda por desdobramentos. Incertezas políticas ainda são o principal motivo da apreensão do investidor. "O mercado está temeroso de que sejam divulgadas mais notícias que afetem o governo e deixem as reformas mais distantes", disse Felipe Pellegrini, gerente de tesouraria do grupo Confidence. O investidor segue na espera pela votação da reforma trabalhista na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) na próxima semana, de olho também na reforma da Previdência. Apesar de o movimento comprador ter prevalecido, a ponta vendedora se destacou durante a tarde.

Commodities puxam alta do Ibovespa
A alta do petróleo e o noticiário corporativo favoreceram uma sessão de recuperação técnica no mercado brasileiro de ações nesta quinta-feira (22). O Índice Bovespa subiu 0,84%, aos 61.272,21 pontos, influenciado em grande parte pelos papéis do segmento de commodities, como Vale e Petrobras, e por grupos específicos de ações, impulsionados por notícias específicas sobre as empresas. O volume de negócios reduzido, de R$ 6,6 bilhões, novamente evidenciou um mercado retraído. Os preços do petróleo, que ontem foram influência negativa no mercado de ações, hoje favoreceram a recuperação das ações das empresas petrolíferas pelo mundo.

Juros futuros de curto prazo se mantêm em baixa
Os juros futuros de curto prazo sustentaram-se em baixa até o final da sessão regular desta quinta, refletindo a leitura do RTI e as declarações do diretor de Política Econômica, Carlos Viana. Os juros longos encerraram em alta moderada, ainda refletindo a cautela com o cenário político, em dia sem novidades vindas de Brasília. Ao final da sessão regular, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 (190.965 contratos) encerrou em 8,975%, de 9,015% no ajuste de quarta-feira; a taxa do DI janeiro de 2019 (325.505 contratos) caiu de 9,02% para 8,98%; e a do DI janeiro de 2021 (225.925 contratos) subiu de 10,14% para 10,18%.

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