Mercado financeiro
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quarta-feira, 21 de junho de 2017
Agência Estado 
Vale - sobe
Petrobras - desce
Dólar termina no zero a zero à espera de novidades no cenário político
Moeda norte-americana fecha em leve baixa de 0,02%
À espera de novidades no cenário político, o dólar operou na maior parte do pregão com volatilidade, fechando em leve baixa. Além de ser pautado pela cautela dos investidores com o futuro das reformas trabalhista e da Previdência, e nova queda acentuada dos preços do petróleo, a moeda americana teve dia de realização de lucros, após atingir o maior nível de fechamento em um mês. No mercado à vista, o dólar terminou em leve baixa de 0,02%, aos R$ 3,3314. O giro financeiro registrado somou US$ 1,055 bilhão. Na mínima ficou em R$ 3,3151 (-0,50%) e, na máxima, aos R$ 3,3377 (+0,17%).
Bovespa finaliza pregão estável com queda nos preços do petróleo
A queda dos preços do petróleo no mercado externo frustrou aquela que seria uma sessão de recuperação da Bovespa. O Índice Bovespa alternou sinais ao longo do dia, e terminou o pregão estável (-0,01%), aos 60.761,74 pontos. Novos temores sobre o excesso de oferta de petróleo derrubaram as cotações da commodity em mais de 2% nas bolsas de Nova York e Londres. A Petrobras teve seus papéis ON e PN desvalorizados em 1,77% e 1,85%. Outros papéis também mostraram fraqueza, refletindo a desmotivação do investidor de renda variável. Foi o caso das ações do setor financeiro. Banco do Brasil ON recuou 0,54%.
Vale tem forte alta influenciada por minério de ferro na China
O desempenho do Ibovespa só não foi pior devido à forte alta das ações da mineradora Vale, que recuperaram as perdas da véspera, apoiadas no ganho de 0,65% do minério de ferro no porto de Qingdao (China). Vale ON e PNA subiram 2,96% e 3,49%. Os papéis puxaram outros da cadeia do aço, como Metalúrgica Gerdau PN (+3,24%) e CSN ON (+1,83%). A maior alta do Ibovespa ficou com JBS ON, que avançou 5,32%, depois de ter caído 5,35% no dia anterior. A alta foi relacionada à expectativa de desinvestimento do grupo J&F, holding dos irmãos Batista, pivôs da atual crise política.
Futuro da Selic faz juros de curto prazo encerrarem nas mínimas
Os juros futuros de curto prazo fecharam nas mínimas do dia, enquanto a parte longa da curva terminou estável. O desempenho dos vencimentos mais próximos refletiu o otimismo do investidor com o futuro da Selic e declarações vistas como "dovish" de membros do BC (Banco Central). A ponta longa esteve relacionada ao risco do cenário político. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2018 (157.980 contratos) fechou na mínima de 9,015%, de 9,070%. A taxa do DI para janeiro de 2019 (286.990 contratos) caiu de 9,07% para 9,02% e a do DI para janeiro de 2021 (210.025 contratos) manteve-se em 10,14%, mesma do ajuste anterior.


