Dólar - sobe
Ibovespa - desce

Dólar sobe e bolsa cai após rejeição da reforma trabalhista

Moeda norte-americana encerra sessão com alta de 1,29%
O dólar fechou com alta de mais de 1% frente ao real após a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado rejeitar o texto principal da reforma trabalhista, demonstrando fragilidade do governo do presidente Michel Temer no Congresso Nacional. A aversão ao risco no exterior diante da queda de 2% do petróleo penalizou as moedas de países emergentes e ligadas a commodities e contribuiu para o mau humor. No mercado à vista, o dólar terminou em alta de 1,29%, aos R$ 3,3320, maior valor de fechamento desde 18 de maio, dia em que os mercados reagiram à notícia de delação da JBS.

Reforma trabalhista faz bolsa fechar na mínima do dia
A derrota do governo na votação do texto da reforma trabalhista foi uma inesperada surpresa para o mercado de ações, que não se refez do susto até o final do dia. A percepção foi de maior enfraquecimento do presidente Michel Temer. A notícia piorou bruscamente o humor dos investidores, que já não era positivo, devido à influência dos mercados internacionais. O Índice Bovespa fechou na mínima do dia, aos 60.766,15 pontos, em queda de 2,01%. Com esse resultado, o indicador atingiu seu menor nível desde 2 de janeiro (59.588,70 pontos). Passa, assim, a acumular queda de 3,10% em junho e alta de 0,90% em 2017.

Petrobras e Vale terminam em queda por influência internacional
"Normalmente, o mercado reage pontualmente a uma notícia inesperada como essa, mas depois se acomoda em um patamar melhor. Hoje (ontem) não vimos essa acomodação", disse Leandro Martins, analista da corretora Nova Futura. Pela manhã, o mercado de ações já era vendedor, mas por influência internacional. A queda dos preços do petróleo penalizavam as ações da Petrobras, que ao final do dia tiveram perdas de 2,40% (ON) e de 3,50% (PN). Os papéis da Vale também recuavam, em sintonia com os futuros de minério de ferro e com as mineradoras ao redor do mundo. No fechamento, Vale ON e PNA perderam 2,58% e 2,87%. Apenas Ambev PN fechou em alta, de 1,12%.

Taxas de juros futuros sobem após decisão da CAS do Senado
Os juros futuros fecharam em alta a sessão regular do segmento BM&F da B3, firmada no período da tarde, após a CAS do Senado ter rejeitado o texto da reforma trabalhista. O ambiente externo, também hostil, contribuiu para correção de parte das quedas vistas nas últimas sessões. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 fechou com taxa de 9,070%, ante 9,020% no ajuste de segunda-feira, com 259.760 contratos. A taxa do DI para janeiro de 2019 (443.080 contratos) subiu de 8,98% no ajuste de segunda para 9,07%. A taxa do DI para janeiro de 2021 (285.790 contratos) terminou em 10,14%, de 9,99%.

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