Mercado financeiro
Ibovespa
sobe
Dólar
desce
Economia dos EUA e postura do Fed conduziram queda da moeda
O cenário internacional foi determinante para o comportamento do mercado de câmbio brasileiro. Discussões em torno do ritmo da economia dos Estados Unidos e a postura do Federal Reserve (Fed) na política monetária local foram determinantes para as oscilações da moeda desde cedo. O dólar negociado no mercado à vista fechou em baixa de 0,84%, cotado a R$ 3,2810. O sinal de baixa, no entanto, já havia sido determinado no período da manhã. Os dados mais fracos que o esperado das vendas no varejo americano e da inflação no varejo enfraqueceram o dólar perante a grande maioria das divisas pelo mundo.
Bolsa brasileira sobe 0,15% com melhora de humor nos negócios
Diante da falta de notícias negativas no plano doméstico, uma melhora de humor esteve presente nos negócios em boa parte do dia, que foi de vencimento do Ibovespa futuro e de opções sobre o principal índice da bolsa brasileira. O indicador fechou em leve alta de 0,15%, aos 61 922,92 pontos. O giro financeiro foi de R$ 22,158 bilhões. Analistas dizem que o momento político ruim continua pesando e, segundo Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa Institucional da Renascença Corretora, traz movimentação menor de negócios. "Ninguém quer se expor muito."
Papéis do Bradesco sobem com notícia da absolvição de Cappi
O setor financeiro ajudou a amparar o índice. De acordo com Raphael Figueredo, analista da Clear Corretora, os papéis do Bradesco foram os que mais avançaram impulsionados pela notícia da absolvição do presidente do banco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, pelo Tribunal Regional Federal (TRF) no âmbito da Operação Zelotes. Assim, as ações PN fecharam em alta de quase 4%. E Itaú Unibanco PN avançou 0,89%, Banco do Brasil ON caiu 0,04% e a Unit do Santander ganhou 1,88%. A alta da bolsa só não foi maior porque a Petrobras acompanhou a queda forte, por volta de 3,5%, do petróleo no mercado internacional. Também os papéis da Vale recuaram cerca de 1%.
Dados da economia norte-americana prevalecem e juros caem
Os juros futuros fecharam a sessão em queda firme em meio ao clima positivo visto no exterior. As preocupações com os desdobramentos da crise política sobre as reformas não se dissiparam, mas ontem, dados da economia norte-americana prevaleceram, endossando a ideia de trajetória gradual de aperto monetário pelo Fed. Ao final da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 (129.535 contratos) tinha taxa em 9,165%, de 9,195%. A taxa do DI janeiro de 2019 (310.400 contratos) caiu de 9,24% para 9,20%. A taxa do DI janeiro de 2021 (256.250 contratos) terminou em 10,26%, de 10,36%.





