Valorização de commodities e de emergentes puxa moeda
O mercado de câmbio ajustou o dólar para baixo na terça-feira, 13, depois de dois dias consecutivos de alta da moeda americana, que havia avançado além do teto informal dos R$ 3,30. Um conjunto de fatores contribuiu para a menor pressão de compra, como a alta dos preços do petróleo e o viés de queda do dólar ante outras moedas pelo mundo. O cenário político doméstico trouxe menos novidades, mas se manteve no centro das atenções, alimentando a cautela do investidor. Na máxima, o dólar à vista chegou a R$ 3,3343 (+0,49%) e, na mínima, a R$ 3,3003 (-0,53%). No fechamento, o dólar à vista negociado no balcão ficou em R$ 3,3088, com recuo de 0,28% ante o real.

Bovespa sobe apesar de incertezas na política
Dois fatos, que ocorreram de maneira quase concomitante na segunda etapa do pregão, influenciaram o andamento dos negócios ontem. A virada das cotações do petróleo no mercado internacional e uma dose extra de otimismo do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em teleconferência com cerca de 70 analistas brasileiros, ajudaram o Ibovespa a fechar em alta de 0,21%, aos 61.828,99 pontos. Quase no final da sessão, até mesmo o giro financeiro, que vinha abaixo de R$ 5 bilhões, subiu e encerrou em R$ 6,05 bilhões. De acordo com analistas, o sentimento de incerteza ainda permeia os negócios diante das indefinições geradas pela crise política e novidades que podem vir à tona a qualquer momento.

Cenário nos EUA garante financeiras no positivo
A valorização do petróleo, aliada à notícia dada pelo presidente da Petrobras, Pedro Parente, de que a companhia decidiu incluir a refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, nos planos de desinvestimento, pesou positivamente sobre as ações da estatal e ajudou na definição do índice para o terreno positivo O desempenho das blue chips do setor bancário também contribuiu de forma positiva. De acordo com Leonardo Violi, analista da Magliano corretora, houve uma leitura de que o Fed (Banco Central dos Estados Unidos) pode trazer um comunicado mais "dovish" sobre o aumento futuro das taxas de juros lá e isso se reflete positivamente aqui.

Taxas de juros têm dia de avanço por correção
Os juros futuros fecharam em alta na sessão de terça-feira, em movimento técnico de correção depois de recuar nos dias anteriores. As incertezas do cenário político recomendaram recomposição de parte dos prêmios. Ao final da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para outubro de 2017 (250.075 contratos) fechou com taxa de 9,605%, de 9,590% no ajuste de segunda; a taxa do DI janeiro de 2018 (213.045 contratos) subiu de 9,150% para 9,195%; e a taxa do DI janeiro de 2019 (293.775 contratos) encerrou em 9,24%, de 9,18%. Nos longos, a taxa do DI janeiro de 2021 (229.850 contratos) avançou de 10,27% para 10,36% (máxima).

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