Mercado financeiro
Moeda norte-americana fecha a R$ 3,3180
Um clima de maior ceticismo com o cenário político ganhou força nesta segunda-feira (12), no mercado de câmbio. A absolvição da chapa eleitoral Dilma-Temer no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) gerou alívio apenas pontual entre os investidores, que voltaram a precificar as demais dificuldades do presidente Michel Temer e os riscos de comprometimento da reforma da Previdência. A moeda norte-americana negociada no mercado à vista fechou em alta de 0,78%, cotada a R$ 3,3180, depois de oscilar entre a mínima de R$ 3,2775 (-0,45% e a máxima de R$ 3,3270 (+1,06%). Houve ainda alguma pressão por influência de fatores externos e da proximidade do feriado no Brasil.
Dólar atinge a maior cotação desde 18 de maio
"Um conjunto de fatores contribuiu para a pressão no dólar, mas creio que o principal é a sensação de que as coisas vão ficando cada vez mais difíceis para o governo. Com isso, o mercado fica parado", disse Marcos Trabbold, gerente de operações da B&T Corretora. "Já há comentários nas mesas de que um adiamento da reforma até a próxima gestão presidencial poderia ser menos danoso do que votar agora e a matéria ser rejeitada", afirmou. Com o resultado desta segunda, o dólar à vista atingiu a maior cotação desde 18 de maio, um dia depois que foi tornada pública a conversa entre o presidente Michel Temer e o empresário Joesley Batista.
Terceiro pregão consecutivo de queda
A bolsa fechou em queda pelo terceiro dia consecutivo em um pregão marcado pela preocupação dos investidores em relação aos desdobramentos domésticos do imbróglio político. O Ibovespa encerrou a sessão com perdas de 0,82%, aos 61.700,23 pontos. Como se não bastassem os problemas domésticos, hoje o exterior ajudou a piorar. De acordo com a equipe de analistas da Guide Investimentos, da Ásia à Europa, o setor de tecnologia foi destaque negativo, puxando as bolsas para terreno negativo. Do ponto de vista das commodities, principalmente, do petróleo, houve avanço baseado no compromisso do Catar com o corte da produção da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).
Juros futuros têm dia perto da estabilidade
Os juros futuros encerraram o dia perto da estabilidade e com viés de queda nos principais contratos. As taxas estavam em queda firme pela manhã, mas à tarde o movimento perdeu força, em linha com a piora dos demais ativos locais, como os mercados de moedas e ações. A sessão regular terminou com o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) que vence em janeiro de 2018 (150.880 contratos) com taxa de 9,150%, de 9,165% no ajuste de sexta-feira. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 (238.945 contratos) caiu de 9,21% para 9,18%. O DI janeiro de 2021 (180.180 contratos) fechou com taxa de 10,27%, de 10,30% na sexta-feira.





