Movimento vendedor consolidou viés de baixa
O agenda de eventos extensa e o noticiário variado desta quinta-feira (8), não tiraram o mercado de câmbio do compasso de espera que se arrasta por toda a semana . As dúvidas quanto ao futuro do governo Michel Temer e o andamento das reformas estruturais voltaram a determinar um volume de negócios reduzido, além de alguma instabilidade nas cotações do dólar. Pela manhã, o mercado parecia ainda procurar uma tendência para o dólar, que chegou a subir 0,45% na máxima do dia, cotado a R$ 3,2893 no mercado à vista. À tarde, no entanto, um movimento vendedor consolidou o viés de baixa e a cotação fechou aos R$ 3,2632, com queda de 0,35%.

Dólar acumula alta de 4,12% desde o início da crise política
Profissionais do mercado relacionaram o ganho de fôlego do real às sinalizações da maioria dos ministros do TSE de que não iriam incorporar as delações da Odebrecht em seus votos. "Essa leitura de que não haverá a cassação da chapa já prevalecia desde ontem, reforçando a teoria de que a continuidade do governo Temer trará menor instabilidade política e maior chance de aprovação das reformas", disse Cléber Alessie Machado, operador da Hcommcor corretora. Com o resultado de hoje, o dólar acumula alta de 0,28% na semana e de 4,12% desde o dia 17 de maio, com a divulgação da conversa entre o presidente Temer e o empresário Joesley Batista.

Instituições financeiras dão o tom negativo
Investidores do mercado de ações atuaram novamente sob a insígnia da cautela na chamada "super quinta" onde, no plano doméstico, ocorreu o terceiro dia do julgamento da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer pelo TSE e, no exterior, o depoimento de James Comey, ex-diretor do FBI, além da da eleição parlamentar no Reino Unido. O receio se materializou no baixo volume de operações, de R$ 6,20 bilhões. O Ibovespa encerrou o pregão aos 62.755,57 pontos, em baixa de 0,66%. Com peso significativo de mais de 25%, as instituições financeiras deram o tom negativo da sessão. A Unit do Santander perdeu 3,04%, o Bradesco PN recuou 1,51%, o Banco do Brasil ON caiu 1,50% e Itaú Unibanco, 1,04%.

Sessão com volume fraco de contratos negociados
Os juros futuros terminaram perto da estabilidade mais uma sessão de volume fraco de contratos negociados. À tarde, nesta quinta-feira (8), foi dissipada a pressão de alta vista pela manhã e as taxas renovaram mínimas em sequência, mas não chegaram a engatar queda, dado que o cenário interno ainda é de muita incerteza. No fim da etapa regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 (107.370 contratos) fechou com taxa de 9,310%, na mínima e estável ante o ajuste de ontem. A taxa do DI janeiro de 2019 (179.785 contratos) passou de 9,40% para 9,41% e a do DI janeiro de 2021 (140.515 contratos) fechou no mesmo nível do ajuste anterior, 10,47%.

mockup