Mercado financeiro
Ibovespa
sobe
Dólar
desce
Divisa norte-americana encerra sessão cotada a R$ 3,2767
O dólar firmou tendência de baixa ante o real na tarde de ontem, depois de um início de dia marcado pela alternância de sinais. A retomada dos leilões de rolagem de swap cambial do Banco Central foi um dos primeiros fatores a refrear a pressão altista sobre a moeda americana, ainda pela manhã. À tarde, uma redução da percepção de risco do País contribuiu para consolidar o viés de baixa, apesar de a cautela com o cenário político ainda predominar nos negócios. O dólar à vista terminou o dia cotado a R$ 3,2767, em baixa de 0,39%, depois de ter oscilado entre a mínima de R$ 3,2729 (-0,50%) e a máxima de R$ 3,3019 (+0,38%).
Ibovespa tem alta de 0,81% baseado em novo momento de otimismo
Uma aceleração puxada pelos estrangeiros na ponta de compra na segunda etapa do pregão de ontem fez com que o Ibovespa firmasse a alta e retornasse ao suporte dos 63 mil pontos. No entanto, no fechamento, houve leve recuo da pontuação para 62 954,69 com alta de 0,81%. O giro financeiro ficou em R$ 6,65 bilhões. De acordo com operadores, o interesse dos investidores não-residentes está baseado em um novo momento de otimismo, que está se descolando do destino que será dado ao presidente Michel Temer. Ontem, o Comitê de Política Monetária (Copom) divulgou a ata na qual indica que prosseguirá com o processo de afrouxamento monetário.
Papéis da Petrobras e do bloco financeiro impulsionaram índice
O impulso no Ibovespa, que renovou seguidas máximas, aconteceu na segunda etapa do pregão. Primeiro, com a inversão de sentido das cotações do petróleo e de metais no mercado exterior, os papéis da Petrobras - única blue chip a cair - passaram a subir. As ações da estatal encerraram o pregão bem na estabilidade 0,07% (ON) e 0,00% (PN). Depois, uma valorização do bloco financeiro, com destaque para as ações do Banco do Brasil. De acordo com operadores, as ações do BB estão mais voláteis. BBAS3, preferida por estrangeiros, fechou com ganhos de 2,86%, mas está com perdas de 13,81% no acumulado dos últimos 30 dias.
Ata da última reunião do Copom conduz trajetória de queda de juros
Os juros futuros ampliaram a queda na reta final da sessão regular e os principais contratos fecharam nas mínimas. Segundo profissionais da área de renda fixa, o principal vetor a conduzir a trajetória de queda das taxas desde a abertura foi a ata da última reunião do Copom. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 (204.540 contratos) fechou a 9,315% (mínima), de 9,420% no ajuste da véspera. A taxa do contrato DI para janeiro de 2019 (237.395 contratos) caiu de 9,56% para 9,39% (mínima) e a do DI janeiro de 2021 (168.045 contratos) recuou de 10,61% para 10,45% (mínima).





