Dólar
sobe

Ibovespa
desce

Dólar tem alta firma e sobe 1,09% cotado a R$ 3,2894
A cautela com o cenário político indefinido aumentou a procura e reduziu a oferta por dólares. Como resultado, a divisa norte-americana teve alta firme. No mercado à vista, a moeda norte-americana fechou em alta de 1,09%, cotado a R$ 3,2894. Ontem, a tensão foi maior devido à prisão do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). Em meio ao ambiente de intensa especulação está a expectativa pela sessão de hoje do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que poderá cassar a chapa eleitoral Dilma-Temer. A agenda da semana também reserva a possibilidade de votação da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, prevista para hoje.

Ibovespa reflete sentimento de investidores diante de julgamento
Em mais um dia de baixo fluxo e alternância de sinais, mas com predomínio de baixa, o comportamento do Ibovespa refletiu o sentimento de cautela dos investidores receosos de tomar posição diante do que pode vir do julgamento da chapa Dilma-Temer. O índice fechou em queda de 0,10% aos 62.450,45 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,67 bilhões. Luis Gustavo Pereira, estrategista da Guide Investimentos, chama a atenção para o fato que de o Ibovespa rompeu o suporte de 62 500 pontos, um marco importante considerando a média móvel de 200 períodos. Segundo ele, o cenário pode ficar mais claro se perder o suporte dos 62 mil pontos.

Petrobras e bancos seguram queda da Ibovespa
Apesar da tensão, o Ibovespa conseguiu segurar a queda por causa da Petrobras e de ações específicas de bancos. As ações da estatal seguiram em alta durante todo o pregão a despeito da queda nas cotações dos contratos de petróleo no mercado internacional. Os papéis fecharam em alta de 1,0% (PN) e 1,75% (ON). O setor financeiro respondeu, em uma parte do dia, às viradas do Ibovespa para o terreno positivo, com exceção das ações do Banco do Brasil ON (-1,71%), que refletem o risco político doméstico. No fim do pregão, as principais instituições tinham sinal negativo. No entanto, as units do Santander avançaram e fecharam o dia com valorização de 2,80%.

Juros têm movimento de alta com cautela no cenário político
Os juros futuros confirmaram no fechamento da sessão regular o movimento de alta que pautou os negócios desde a parte da manhã, ainda reflexo da cautela com o cenário político, após notícias consideradas negativas para o governo durante o fim de semana. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 (179.000 contratos) fechou com taxa de 9,420%, de 9,405% no ajuste de sexta-feira; a taxa do DI janeiro de 2019 (309.425 contratos) ficou em 9,56%, de 9,55%; e o DI janeiro de 2021 (162.275 contratos) terminou com taxa de 10,61%, de 10,56%.

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