Mercado financeiro
Dólar fecha em alta de 0,40%, a R$ 3,2457
O mercado de câmbio voltou a pressionar as cotações do dólar para cima nesta quinta-feira, 1, em meio a influências internas e externas. Depois de uma abertura em baixa, dando continuidade ao movimento vendedor da véspera, o dólar se fortaleceu gradativamente ao longo da sessão de negócios, refletindo um ajuste após dois dias consecutivos de queda. A percepção de risco político interno e a valorização da moeda norte-americana no exterior foi dois dos principais fatores de pressão. O dólar à vista no balcão terminou o dia em alta de 0,40%, a R$ 3,2457, após oscilar entre a mínima de R$ 3,2153 (-0,54%) e a máxima de R$ 3,2545 (+0,67%).
Reprecificação de ativos faz Ibovespa cair 0,67%
O Ibovespa virou a mão na segunda metade do pregão e fechou nesta quinta-feira, 1, em queda de 0,67%, aos 62.288,52 pontos em um dia de reprecificação de ativos por parte de investidores que viram tanto na chancela do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ao comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom), quanto nos avisos da agência de classificação de risco S&P, sobre a possibilidade de um novo rebaixamento da nota do País, uma sinalização de incerteza e piora do cenário interno. Operadores também citaram o mau humor com a redução do ritmo de queda da Selic e as perspectivas de menor crescimento da economia.
Vale e Bradespar caem 1,84% e 3,97%, respectivamente
O fator commodity também pesou negativamente, sendo o minério de ferro mais expressivo sobre a Vale e Bradespar - que caíram 1,84% (ON) e 3,97% (PN). O petróleo oscilou durante o pregão e manteve a volatilidade após a divulgação do relatório semanal de estoques dos Estados Unidos. No fechamento, o contrato em Nova York registrou leve alta, mas o Brent teve recuo modesto. Por aqui, as ações ON e PN da Petrobras operaram basicamente toda a tarde com sinais trocados até encerrarem o pregão em queda de 0,59% e 1,08%.
Juros futuros fecham em alta; contrato de DI fica em 9,385%
Os juros futuros fecharam com forte alta nesta quinta-feira, 1º de junho. No fim da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 (457.830 contratos) fechou com taxa de 9,385%, de 9,250% no ajuste de quarta. A taxa do DI janeiro de 2019 (414.985 contratos) subiu de 9,30% para 9,51% e a do DI janeiro de 2021 (258.265 contratos), de 10,30% para 10,47%. A trajetória do DI para julho de 2017 destoou das demais, uma vez que esse contrato, que melhor refletia a expectativa para a decisão do Copom, ainda embutia apostas residuais de queda da Selic de 0,75 ponto, menor do que a de 1 ponto ratificada pelo Comitê. Este vencimento movimentou 2.807.440 contratos e fechou com taxa de 10,142%, ante 10,200% no ajuste de quarta.





