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Commodities ditam ritmo negativo durante pregão
O comportamento das commodities no mercado internacional comandou o azedume no último pregão do mês de maio e trouxe o principal índice da Bolsa para baixo dos 63 mil pontos novamente. Segundo Raphael Figueredo, analista da Clear Corretora, por mais que existam os problemas internos, as commodities sempre ditam o ritmo do mercado brasileiro. O Ibovespa fechou o pregão em queda de 1,96%, aos 62.711,47 pontos. E encerra o mês de maio com queda de 4,12%, o maior recuo mensal deste ano. Analistas de mercado disseram que as leituras dos PMIs (industrial e de serviços) de abril, na China, embutiram sinais de fraqueza daquela economia, o que gerou o mau humor para o mercado de commodities.
Vale, Petrobras e bancos enfrentam dia de baixa
Os papéis da Vale e de sua principal acionista, a Bradespar, figuraram entre as maiores baixas do índice. As ações PN e ON da mineradora fecharam em queda de 4,62% e 5,00%, respectivamente. Já as ações da Petrobras seguiram a direção dos contratos futuros de petróleo nas bolsas internacionais. O petróleo WTI para julho fechou em baixa de 2,70%, a US$ 48,32 o barril, enquanto Brent para agosto, o mais líquido, recuou 2,83%, a US$ 50,76 o barril. Os papéis da Petrobras caíram 2,99% (PN) e 3,88% (ON). Quase no fim do pregão no Brasil, as ações dos bancos recuavam acompanhando o movimento de pares em Nova York. As ações ON do Banco do Brasil perderam 2,28% e do Bradesco, 2,35%.
Mercado de câmbio tem rota vendedora
O mercado de câmbio foi vendedor e manteve o dólar em baixa desde a abertura, minimizando as indefinições do cenário político nacional. Um conjunto de fatores teria contribuído para o movimento, como a influência internacional, o ingresso de recursos externos e, ainda, a desmontagem parcial de posições compradas. Nos últimos minutos de negociação, o dólar à vista no balcão voltou a renovar mínimas e fechou em baixa de 0,82%, aos R$ 3,2329. Apesar da queda das cotações, analistas não esconderam a preocupação com o cenário político, em meio às dificuldades do presidente Michel Temer em reagrupar o apoio parlamentar para avançar nas reformas estruturais.
Decisão do Copom leva juros a baixa consistente
Os juros futuros fecharam a sessão em baixa consistente, principalmente nos vencimentos curtos e intermediários, influenciados pelas expectativas em torno da decisão do Copom no início da noite. O comitê decidiu reduzir a taxa básica de juros de 11,25% para 10,25% ao ano. Ao final da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para julho de 2017 (790.420 contratos) fechou com taxa de 10,200%, de 10,265% no ajuste anterior. O DI janeiro de 2018 (251.675 contratos) fechou em 9,250%, na mínima, de 9,310%. O DI janeiro de 2019 (255.960 contratos) caiu de 9,36% para 9,30% (mínima). Nos longos, o DI janeiro de 2021 (201.720 contratos) também terminou na mínima, de 10,30%, de 10,42%.





