Mercado financeiro
Ibovespa
sobe
Dólar
desce
Índice tem alta de 0,32% amparada por blue chips
Sem norte e com volume baixo durante todo o dia, mesmo com os investidores estrangeiros retornando ao mercado de renda variável após os feriados nos Estados Unidos, China e Europa, a Bolsa brasileira teve um pregão sem grande volatilidade e à espera dos desdobramentos da crise política que envolvem o presidente Michel Temer e a decisão da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) hoje. O Ibovespa fechou em alta de 0,32%, aos 63.962,26 pontos. A subida, que persistiu na segunda parte dos negócios, foi amparada pelas blue chips com exceção da Petrobras, que seguiu a queda das cotações do petróleo no mercado internacional.
Bancos e Vale sustentam alta do Ibovespa
As ações do setor financeiro, que pesam pouco mais de 25% no índice ajudaram a sustentar a alta. Os papéis mostraram recuperação. No mês, as ações do ItauUnibanco amargam queda 8,45%, do Bradesco, 7,60%, e do Banco do Brasil 11,20%. Destaque para as ações PN do Bradesco, que encerraram o pregão em alta de 1,59% e do BB que subiram 1,15%. Os papéis da Vale e de empresas correlatas também ajudaram a amparar a alta do índice, com expectativas de investidores sobre um repique no preço do minério de ferro. Segundo um operador, isso pode ocorrer de acordo com a melhora da economia chinesa. Hoje, o governo da China divulga o PMI.
Dólar termina em baixa de 0,27% aos R$ 3,25
O compasso de espera por definições no cenário político doméstico fez o dólar oscilar em um intervalo estreito. O clima relativamente tranquilo, apesar das incertezas, manteve o dólar à vista em leve baixa e o dólar futuro com pequeno avanço ante o real. O dólar à vista no balcão terminou o dia em baixa de 0,27%, aos R$ 3,2596. Entre a mínima de R$ 3,2567 (-0,36%) e a máxima de R$ 3,2718 (+0,10%), a cotação oscilou num intervalo de R$ 0,015. O giro registrado na clearing da B3 foi de US$ 2,0 bilhões. No mercado futuro, o dólar para junho avançou 0,03%, a R$ 3,2600. O volume de negócios somou US$ 15,462 bilhões.
Juros têm ajuste com piora do cenário político
Os juros futuros fecharam a sessão em alta moderada, representando um ajuste ao movimento de queda da sessão anterior em função da piora do noticiário político. Entre os mais líquidos, apenas o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) de vencimento imediato, para julho de 2017 (498.855 contratos), fechou em queda, a 10,265%, de 10,292%. A taxa do DI janeiro de 2018 (196.685 contratos) subiu de 9,265% para 9,310%, e a do DI janeiro de 2019 (475.350 contratos) passou de 9,26% para 9,36%. Nos longos, a taxa do DI janeiro de 2021 (255.340 contratos) avançou de 10,35% para 10,42%.





