Mercado financeiro
Subiu
CPFL ON
Desceu
Bradesco ON
Movimento segue desempenho ruim nas casas em Nova York
Depois de seis altas consecutivas e avanço de 4,82% no período, o Índice Bovespa sucumbiu nesta quarta-feira, 17, a uma realização de lucros generalizada e fechou em queda de 1,67%, aos 67.540,25 pontos. O gatilho para a correção veio do mercado internacional, que deu sinais de estresse com as denúncias contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que teria pedido ao ao então diretor do FBI, James Comey, para encerrar investigações sobre a ligação do ex-conselheiro da Casa Branca Michael Flynn com a Rússia. Os piores momentos no desempenho do Ibovespa vieram à tarde (mínima de -2,21%), simultaneamente às perdas nas bolsas de Nova York, todas com quedas superiores a 1,5%.
Somente três de 59 ações da Bolsa fecharam em alta
Entre as 59 ações do Ibovespa, somente três fecharam em alta: Br Malls ON (+0,81%), Qualicorp ON (+0,50%) e CPFL Energia ON (+0,08%). A alta dos preços do petróleo não impediu a desvalorização das ações da Petrobras, que recuaram 0,56% (ON) e 0,57% (PN). Da mesma forma, o avanço de 1,68% do preço do minério de ferro no mercado à vista chinês foi insuficiente para conter as quedas das ações da Vale, que perderam 1,54% (ON) e 1,93% (PNA). Os bancos também caíram em bloco, com Banco do Brasil ON (-2,71%) e Bradesco ON (-2,60%) à frente. Porém, analistas apontam melhora do cenário doméstico e restabelecimento do fluxo de recursos externos na Bolsa em maio.
Dólar sobe com realização de lucros e temor por Trump
Após acumular queda de 3,10% nos últimos seis pregões, o dólar estava pronto para uma realização de lucros ontem e foi o que ocorreu. Não bastasse esse fator técnico, os mercados domésticos ainda foram contaminados pelo pessimismo global, em meio à crescente balbúrdia sobre um eventual impeachment de Donald Trump nos EUA. O dólar à vista no balcão fechou em alta de 1,19%, a R$ 3,1340, com mínima de R$ 3,0966 (-0,01%) e máxima de R$ 3,1355 (+1,24%). O giro registrado na clearing de câmbio da B3 somou US$ 1,674 bilhão. No mercado futuro, o dólar para junho avançava 1,19% por volta das 17h15, a R$ 3,1445. O volume de negócios estava em US$ 20,799 bilhões.
Taxa de juros têm recuperação com mau humor no exterior
Os juros futuros fizeram uma pausa na trajetória de queda vista pela manhã e as taxas fecharam a sessão regular do segmento BM&F entre a estabilidade, no caso dos vencimentos curtos, e leve alta na parte longa. O movimento é atribuído por agentes do mercado à piora do humor no exterior, que levou o dólar para as máximas, ampliou a queda dos juros dos Treasuries e colocou as bolsas nas mínimas. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 (231.045 contratos) ficou em 8,975%, de 8,970% no ajuste de anteontem. A taxa do DI janeiro de 2019 (478.845 contratos) passou de 8,80% para 8,81%. A taxa do DI janeiro de 2021 (298 870 contratos) subiu de 9,51% para 9,59%.





