Mercado financeiro
Subiu
Vale
Desceu
Dólar
Motivo é melhor percepção sobre cenário doméstico
Os movimentos de correção ganharam maior intensidade, mas não impediram o Índice Bovespa de registrar a sexta alta consecutiva nesta terça-feira, 16. O indicador chegou a cair 0,51% pela manhã, mas ganhou fôlego à tarde e terminou o dia com alta de 0,31%, aos 68.684,49 pontos. É a maior pontuação desde o pico do índice no ano, registrado em 21 de fevereiro (69.052 pontos). Nas últimas seis altas, o Ibovespa acumulou ganhos de 4,82%. Boa parte dessa alta é atribuída a uma melhora de percepção com cenário doméstico, desde que o governo obteve sucesso na votação da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara. A divulgação de resultados corporativos positivos também contribuiu.
Investimentos de estrangeiros trazem valorização às blue chips
A alta do dia foi sustentada principalmente pela nova rodada de altas das ações da Vale e das siderúrgicas. O aumento de 0,61% no preço do minério no mercado à vista chinês ajudou. Vale ON e PNA terminaram o dia com ganho de 2,29% e 3,22%, respectivamente. Gerdau PN avançou 3,71% e Usiminas PNA, 2,51%. Já as ações da Petrobras resistiram à queda dos preços do petróleo. ON ficou estável e PN subiu 0,13%. O saldo líquido dos investimentos estrangeiros no segmento Bovespa está positivo em R$ 1,042 bilhão. Somente na última sexta-feira, após o bom balanço trimestral da Petrobras, os estrangeiros trouxeram R$ 455,563 milhões à Bolsa. Em abril, o saldo fora de R$ 25,6 milhões.
Câmbio cai de novo frente exportadores de commodities
Impulsionado pelo cenário externo e pela oferta de swaps do Banco Central, o dólar engatou a sexta sessão consecutiva de perdas ante o real, o que não ocorria desde o início de dezembro do ano passado. O dólar à vista no balcão fechou em queda de 0,31%, a R$ 3,0970, com perda de 3,10% nas últimas seis sessões. Na mínima, bateu R$ 3,0881 (-0,60%) e, na máxima, R$ 3,1072 (+0,02%). O giro na clearing de câmbio da B3 somou US$ 1,158 bilhão. No mercado futuro, o dólar para junho recuava 0,53% por volta das 17h15, a R$ 3,1085. O volume de negócios estava em US$ 13,819 bilhões. O dólar recuava ante a maioria das moedas de países exportadores de commodities, como o rand sul-africano (-0,96%).
Juros mantém queda com expectativa pela Selic
Os juros futuros voltaram a fechar com queda consistente na sessão regular do segmento BM&F, ainda embalados pelas apostas de que o Comitê de Política Monetária (Copom) vai acelerar o ritmo de cortes da Selic na reunião de maio, para 1,25 ponto porcentual, frente a perda de força da inflação. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para julho de 2017 (330.180 contratos) fechou com taxa de 10,377%, de 10,400% no ajuste de anteontem, e a taxa do DI janeiro de 2018 (313.175 contratos) caiu de 9,005% para 8,970%. O DI janeiro de 2019 (359.470 contratos) terminou em 8,80%, de 8,85%. O DI janeiro de 2021 (174.170 contratos) encerrou com taxa de 9,51%, de 9,60% no ajuste de anteontem.





