Pregão avança 0,37% nesta segunda-feira
O Índice Bovespa deu continuidade nesta segunda-feira (15), à sua série de altas, que já dura cinco pregões, favorecido principalmente pela alta firme dos preços do petróleo e pela queda do dólar ante o real. Internamente, a alta do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) no primeiro trimestre do ano também contribuiu para sustentar os preços das ações. Com isso, o indicador terminou o dia em alta de 0,37%, aos 68.474,18 pontos, ainda maior patamar desde 22 de fevereiro. O volume financeiro totalizou R$ 12,2 bilhões, inflado pelos R$ 3,7 bilhões movimentados pelo exercício de opções sobre ações. Petrobras ON e PN subiram 1,63% e 1,49%.

Ações da Petrobras acompanham alta do petróleo
A sinalização da Rússia e da Arábia Saudita sobre a possibilidade de extensão do acordo de cortes na produção de petróleo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) manteve a commodity em alta durante todo o dia. As ações da Petrobras acompanharam o desempenho positivo do petróleo, além de ainda refletirem o balanço trimestral acima das estimativas. A melhora do petróleo favoreceu a queda do dólar ante outras moedas, que incentivou a alta de ações de outras commodities. Com isso, as ações da Vale seguiram suas pares no exterior e subiram 2,86% (ON) e 2,15% (PNA), mesmo com a queda de 1% do minério de ferro no mercado à vista chinês.

Dólar cai pelo 5º pregão seguido
O dólar fechou em queda ante o real, seguindo o ritmo dos últimos quatro pregões, em mais um dia de aparente tranquilidade no mercado doméstico e fraqueza generalizada da moeda americana no exterior, levando a divisa a ficar abaixo do patamar psicologicamente importante de R$ 3,10 durante a sessão. O dólar à vista no balcão terminou o pregão em baixa de 0,57%, a R$ 3,1067 - o menor nível desde 17 de abril - após atingir máxima do dia a R$ 3,1120 (-0,39%) e mínima a R$ 3,0960 (-0,90%) O giro registrado na clearing de câmbio da B3 foi de US$ 979 milhões. No mercado futuro, o dólar para junho perdia 0,53% por volta das 17h15, a R$ 3,1200. O volume de negócios somava US$ 14,3 bilhões.

Taxas oscilam entre estabilidade e leve alta
Os juros futuros encerraram em queda a sessão regular do segmento BM&F, em meio à continuidade do avanço das apostas num Comitê de Política Monetária (Copom) mais agressivo na reunião de maio. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para julho de 2017 (128.395 contratos) fechou na mínima de 10,400%, de 10,446% no ajuste de sexta-feira, e a do DI janeiro de 2018 (346 405 contratos) caiu de 9,140% para 9,005% (mínima). O DI janeiro de 2019 (500.130 contratos), cujo ajuste anterior era de 8,96%, encerrou em 8,85%. Por fim, a taxa do DI janeiro de 2021 (212 545 contratos) recuou de 9,67% para 9,60%. As taxas futuras oscilaram entre a estabilidade e leve alta.

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