Subiu
Petrobras

Desceu
Dólar

Volume de negócios cresce e alcança R$ 8,5 bilhões
O Índice Bovespa teve na quarta-feira, 10, mais um pregão de ganhos firmes, favorecidos pela perspectiva positiva com a reforma da Previdência e pela trégua na instabilidade dos mercados de commodities. Em alta desde a abertura, o indicador chegou ao fim do dia em alta de 1,62%, aos 67.349,72 pontos, maior pontuação desde 23 de fevereiro. O volume de negócios cresceu em relação aos últimos dias e somou R$ 8,5 bilhões, com maior participação dos investidores estrangeiros. A Bolsa já iniciou o dia em alta, dando continuidade ao movimento da véspera, quando havia subido 1,15%. Os dados de inflação divulgados mais cedo também agradaram os analistas.

Recuperação de commodities sustenta alta das blue chips
A recuperação das commodities deu condições para sustentar as ordens de compra. A queda além do esperado nos estoques de petróleo nos Estados Unidos levou os contratos futuros da commodity a fechar com ganhos superiores a 3%. As ações da Petrobras responderam com altas de 3,16% e 4,17%. Os papéis da Vale enfrentaram alguma instabilidade, principalmente no período da tarde, e terminaram o dia com ganhos de 0,23% (ON) e 0,08% (PNA). As siderúrgicas seguiram em movimento de alta, tendo como destaque Usiminas PNA (+2,63%) e Gerdau PN (+2,51%). As ações do setor financeiro também tiveram desempenho positivo, com destaque para Banco do Brasil ON (+2,93%) e Bradesco ON (+2,12%).

Demissão no FBI contribui para queda de 0,5% do dólar
O câmbio operou atrelado à fraqueza do dólar ante moedas emergentes e ligadas a commodities, diante de forte recuperação do petróleo. A fraqueza da divisa dos EUA foi vista também ante moedas fortes, cuja pressão veio depois que o presidente norte-americano, Donald Trump, demitiu o diretor do FBI, James Comey, gerando incertezas políticas. O dólar à vista no balcão terminou em baixa de 0,52%, a R$ 3,1678, após atingir máxima do dia a R$ 3,1742 (-0,32%) e mínima a R$ 3,1528 (-0,99%). O giro registrado na clearing de câmbio da B3 foi de US$ 1,021 bilhão. No mercado futuro para junho, perdia 0,81% por volta das 17h15, a R$ 3,1840. O volume de negócios somava US$ 13,7 bilhões.

Juros
O IPCA de no menor patamar para o mês desde 1994, o dólar em movimento global de queda e o otimismo sobre a aprovação da reforma da Previdência sustentaram o recuo firme dos juros futuros, com algumas das principais taxas nas mínimas. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) que vence em janeiro de 2018 (181.190 contratos) fechou em 9,280% (mínima), de 9,350%, e a taxa do DI para janeiro de 2019 (246.890 contratos) caiu de 9,20% para 9,12% (mínima). O DI para janeiro de 2021 (133.240 contratos) terminou com taxa de 9,81%, de 9,87%. O resultado da inflação oficial reforçou a percepção de que o Comitê de Política Monetária (Copom) acelerará o ritmo de corte da Selic em maio.

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