Dólar
sobe

Bovespa
desce

Commodities e risco político derrubam a bolsa
A forte queda dos preços do petróleo no mercado internacional foram determinantes para mais um dia de desempenho negativo na Bolsa brasileira. Mas a quinta-feira não se resumiu apenas à influência das commodities. Segundo profissionais de renda variável, o desconforto com o cenário político, um dia depois da aprovação do parecer da reforma da Previdência, foi outro importante estímulo às ordens de vendas de ações. Nesse ambiente, o Índice Bovespa teve queda de 1,86%, aos 64.862,60 pontos. O volume financeiro somou R$ 9,1 bilhões.

Papeis da Petrobras atingem baixas com queda do petróleo
A queda do barril do petróleo WTI, negociado na bolsa de Nova York, pressionou as ações da Petrobras, que teve baixas de 2,70% (ON) e 3,95% (PN). As commodities metálicas também reagiram negativamente no dia. Em consequência disso, as ações da Vale caíram 3,69% (ON) e 3,82% (PNA). Entre as ações que compõem o Ibovespa, as maiores baixas foram de CSN ON (-6,84%) e de Gerdau Metalúrgica PN (-6,43%). Profissionais também apontaram a queda generalizada das ações do setor financeiro como um importante sinalizador de risco político. Banco do Brasil -4,20%, Itaú Unibanco PN -3,27%.

Dólar fecha em alta de 0,78% ante o real
As fortes quedas do petróleo e do minério de ferro se somaram aos receios com o andamento da reforma da Previdência e ajudaram o dólar a fechar em alta ante o real. O dólar à vista no balcão terminou em alta de 0,78%, a R$ 3,1830, após oscilar entre a mínima de R$ 3,1710 (+0,40%) e a máxima de R$ 3,1952 (+1,17%). O giro registrado na clearing de câmbio da B3 foi de US$ 1,219 bilhão. No mercado futuro, o dólar para junho subia 0,58% por volta das 17h15, a R$ 3,2055. O volume de negócios somava US$ 15,692 bilhões. No exterior, o dólar subia forte e de forma generalizada ante as moedas emergentes e de países exportadores de commodities.

Cenário externo e reforma da Previdência pressionam juros
Os juros futuros mantiveram-se em trajetória de alta até o final da sessão regular, pressionados pelo mau humor no cenário externo e por preocupações com o andamento da reforma da Previdência no Congresso. O leilão de papéis prefixados do Tesouro foi outro componente a estimular a recomposição de prêmios. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 (257.635 contratos) fechou em 9,440%, de 9,410% no ajuste anterior. A taxa do DI janeiro de 2019 (201.375 contratos) subiu de 9,31% para 9,35%. E o DI janeiro de 2021 (200.490 contratos) terminou com taxa de 10,01%, de 9,96%.

mockup