Bolsa perde fôlego após duas sessões consecutivas de alta
Depois de duas sessões consecutivas de alta, com as quais acumulou ganhos de 3,16%, o Índice Bovespa perdeu fôlego e teve um pregão de ajustes. O indicador fechou em baixa de 0,94%, aos 66.093,78 pontos, puxado principalmente pelas ações da Vale e do setor siderúrgico. As atenções dos investidores se concentraram essencialmente na expectativa pela votação da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara. A queda generalizada dos preços dos metais no mercado internacional foi uma das principais variáveis do dia, patrocinando as quedas das ações da Vale, de 6,20% (ON) e 5,36% (PNA), e de papéis como Gerdau PN (-4,88%) e CSN ON (-4,16%).

Moeda americana tem dia de oscilações
O dólar teve um dia bastante volátil em relação ao real nesta quarta-feira (3). As oscilações, no entanto, foram contidas e giraram basicamente em torno de dois temas: a votação da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara que analisa o caso e a decisão do Federal Reserve. O dólar à vista no balcão terminou em alta de 0,10%, a R$ 3,1584, após oscilar entre a mínima de R$ 3,1416 (-0,43%) e a máxima de R$ 3,1663 (+0,35%). O giro registrado na clearing de câmbio da B3 foi de US$ 946,089 milhões. No mercado futuro, o dólar para junho subia 0,17% por volta das 17h15, a R$ 3,1820. O volume de negócios somava US$ 14,362 bilhões.

Juros futuros de longo prazo sobem
Os juros futuros de médio prazo fecharam perto dos ajustes anteriores, enquanto os longos subiram, desviando-se da rota de queda vista mais cedo. A parte curta da curva seguiu em baixa. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento de julho de 2017 (153.385 contratos) terminou com taxa de 10,581%, de 10,610% no ajuste de terça. O DI com vencimento em janeiro de 2018 fechou com taxa de 9,410%, de 9,440% no ajuste anterior, com 190.735 contratos. A taxa do DI janeiro de 2019 (235.335 contratos) ficou estável em 9,31% (na máxima do dia) e a do DI janeiro de 2021 (177.730 contratos) encerrou na máxima de 9,96%, de 9,92%.

Comunidado do Fed segura queda de juros
O movimento de queda perdeu fôlego depois da divulgação do comunicado do Federal Reserve (o banco central norte-americano). O Fed afirma ver "a desaceleração do crescimento no primeiro trimestre como provavelmente transitória e continua a esperar que, com ajustes graduais de política monetária, a atividade econômica irá se expandir em um ritmo moderado". Os vencimentos curtos reagiram à agenda, que teve como destaque a queda da produção industrial em março acima do esperado. Houve declínio de 1,8% em março ante fevereiro, na série com ajuste sazonal, pior do que o piso das expectativas captadas na pesquisa Projeções Broadcast, de queda de 1,70%.

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