Mercado financeiro
Moeda americada tem dia volátil
O dólar teve um dia volátil ante o Real nesta quinta-feira (27). Pela manhã, a vitória do governo na votação da reforma trabalhista na Câmara trouxe um alívio aos mercados domésticos, mas perto do meio da sessão os temores com a reforma da Previdência e a greve geral marcada para amanhã fizeram a moeda inverter a direção e passar a subir. O dólar à vista no balcão fechou em alta de 0,24%, a R$ 3,1818, após oscilar entre a mínima de R$ 3,1573 (-0,53%) e a máxima de R$ 3,1889 (+0,47%). Com isso, renovou o maior patamar de fechamento desde 9 de março (R$ 3,1945). Nas últimas três sessões, acumula alta de 1,76%.
Bovespa registra desempenho negativo
Guiada por diferentes influências, a Bovespa teve um desempenho majoritariamente negativo, comandado por ações ligadas a commodities. Resultados corporativos, oscilações internacionais e cenário político doméstico foram algumas das variáveis do dia. Também não fugiram da atenção dos investidores os movimentos de greve e manifestações populares previstos para esta sexta-feira. O Índice Bovespa terminou o dia aos 64.676,55 pontos, com queda de 0,29%. Os negócios somaram R$ 7,75 bilhões. A aprovação da reforma trabalhista no plenário da Câmara foi recebida com alívio, mas sem dissipar totalmente as preocupações.
Juros registram oscilações ao longo da sessão
A exemplo de quarta-feira (26), os juros futuros encerraram a quinta-feira, perto dos ajustes anteriores, depois de terem frequentado tanto o terreno de queda quanto o de alta durante a sessão. O mercado optou por reduzir exposição antes da greve geral em todo o País, na quinta-feira, que antecede o fim de semana e o feriado de 1º de Maio. Ao término da etapa regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 (129.285 contratos) fechou com taxa de 9,505%, de 9,515% no último ajuste. A taxa do DI janeiro de 2019 (183.630 contratos) encerrou em 9,42%, de 9,41% no ajuste anterior. O DI janeiro de 2021 (216.035 contratos) passou de 10,07% para 10,09%.
Aprovação da reforma trabalhista não empolga o mercado
As taxas começaram o dia em baixa reagindo à aprovação da reforma trabalhista, pelo placar de 296 contra 177. O total de votos favoráveis não chegou a ser considerado ruim, mas não foi suficiente para empolgar o mercado, já que está aquém dos 308 necessários para aprovação da reforma da Previdência. "A sensação é de que governo avançou, mas precisa se esforçar mais", afirmou o economista da Guide, Ignácio Crespo Desse modo, a reação positiva perdeu força, em razão do leilão de papéis prefixados do Tesouro, que normalmente traz pressão de alta às taxas. Passado o leilão, a pressão foi se dissipando, ao mesmo tempo em que o dólar reduzia a alta em direção à estabilidade.





