Dólar Subiu

Bolsa tem 3ª alta seguida com cenário externo e reforma trabalhista



Papéis da Petrobras tiveram ganhos firmes, de 2,02% (ON) e de 2,21% (PNA)
O mercado brasileiro de ações teve nesta terça-feira (25) sua terceira alta consecutiva, embalado pelo otimismo do mercado internacional. O cenário político doméstico chegou a trazer instabilidade por alguns momentos, mas perdeu força conforme aumentou a percepção de aprovação do texto-base da reforma trabalhista, que se concretizou nos minutos finais de negociação. Isso ajudou o indicador a fechar na máxima do dia, aos 65.148,34 pontos, em alta de 1,18%. Os negócios na B3 somaram R$ 7,5 bilhões. Pela manhã, a bolsa chegou a cair 0,80%, mas à tarde, a forte virada do petróleo para o terreno positivo arrastou os papéis da Petrobras, que terminaram o dia com ganhos firmes, de 2,02% (ON) e de 2,21% (PNA).

Ibovespa reverteu a queda contabilizando valorização de 0,25%
As ações da Vale também foram favorecidas pelo bom humor internacional e seguiram os avanços de suas pares no exterior, fechando em alta de 3,28% (ON) e de 3,80% (PNA). Ainda entre as blue chips, foi destaque o comportamento dos papéis do setor financeiro, que enfrentaram instabilidade, mas terminaram todos no azul. Itaú Unibanco PN, ação de maior peso no Ibovespa, terminou com ganho de 0,65%. Bradesco PN avançou 0,91% e Santander Brasil units subiram 1,99%. Os investidores estrangeiros foram destaque de compra do dia. Com o avanço desta sessão, o Ibovespa reverteu a queda que vinha contabilizando em abril e passou a contabilizar valorização de 0,25%, faltando três pregões para o encerramento do mês.

Dólar à vista fecha com alta de 0,82%
O dólar fechou em alta firme ante o real nesta terça-feira (25) pressionado tanto por fatores internos (reforma da Previdência) quanto externo (tensões geopolíticas com a Coreia do Norte). O dólar à vista no balcão terminou com alta de 0,82%, a R$ 3,1524, após oscilar entre a mínima de R$ 3,1430 (+0,52%) e a máxima de R$ 3,1693 (+1,36%). O giro registrado na clearing de câmbio da B3 foi de US$ 1,082 bilhão. No mercado futuro, o dólar para maio avançava 0,67% por volta das 17h15, a R$ 3,1540. O volume financeiro somava US$ 15,774 bilhões. No exterior, o dólar subia 0,98% ante o peso colombiano, tinha alta de 0,88% na comparação com o peso mexicano e registrava valorização de 0,64% frente ao rublo russo.

Avanço do dólar põe
juros futuros em alta
Os juros futuros fecharam em alta, pressionados pelo avanço do dólar e pelas preocupações em relação à aprovação das reformas, amparadas, por sua vez, pela decisão do PSB, na segunda-feira, 24, de fechar questão contra os textos da proposta trabalhista e da Previdência. Ao final da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 (288.760 contratos) fechou com taxa de 9,530%, de 9,500% no ajuste de segunda. O DI janeiro de 2019 (410.340 contratos) encerrou com taxa de 9,42%, de 9,34%. A taxa do DI janeiro de 2021 (345.345 contratos) subiu de 9,92% para 10,06%. A taxa do DI janeiro de 2025 (60.695 contratos) passou de 10,31% para 10,50%. (Agência Estado)

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