Moeda americana caiu 0,90% O dólar fechou em baixa firme ante
o real nesta segunda-feira(24), com os investidores domésticos acompanhando o bom humor externo. queda do dólar ante moedas emergentes e de países exportadores de commodities é generalizada, com a vitória do centrista Emmanuel Macron no primeiro turno das eleições presidenciais na França elevando o apetite por risco. O dólar à vista no balcão terminou com queda de 0,90%, a R$ 3,1268, após oscilar entre a mínima de R$ 3,1187 (-1,16%) e a máxima de R$ 3,1348 (+0,67%). O giro registrado na clearing de câmbio da B3 foi de US$ 1,437 bilhão. No mercado futuro, o dólar para maio recuava 0,73% por volta das 17h15, a R$ 3,1315.

Otimismo marcou as operações da bolsa
O mercado de ações brasileiro teve uma segunda-feira mais positiva, deixando-se levar pelo otimismo do mercado internacional com as eleições na França. À tarde, o gás foi renovado por informações de que o governo dos Estados Unidos deve acelerar esforços para elaborar um plano fiscal que leve a um corte nos impostos corporativos. No cenário doméstico, os temores sobre uma eventual delação do ex-ministro Antonio Palocci, se dissiparam.O quadro de maior apetite por ativos de risco foi refletido principalmente entre as ações do setor financeiro, que acabaram por contagiar os negócios. Ao final do pregão, o Índice Bovespa marcou 64.389,01 pontos, em alta de 0,99%.

Juros registram queda ao longo do dia
Os juros futuros confirmaram no fechamento dos negócios o movimento de queda visto desde o início da sessão. As taxas devolveram parte da alta registrada na quinta-feira, após o resultado do primeiro turno da eleição na França. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 (221.345 contratos) fechou com taxa de 9,500%, de 9,545% no ajuste de quinta-feira. O DI janeiro de 2019 (140.560 contratos) encerrou com taxa de 9,34%, de 9,38%. A taxa do DI janeiro de 2021 (137.590 contratos) fechou na máxima de 9,92%, ante 9,94% no ajuste de quinta-feira. O dólar à vista era negociado em R$ 3,1307 (-0,78%) às 16h36.

Mediana das estimativas para o IPCA caiu para 4,04%
No Brasil, as atenções estão voltadas ao andamento das reformas. Em reunião no Palácio do Jaburu no domingo com ministros e líderes da base aliada, o presidente Michel Temer disse que não haverá novas mudanças nos textos das reformas trabalhista e previdenciária. E, nesta segunda-feira, o presidente teve novo encontro com os ministros para pedir "empenho máximo". Na pesquisa Focus, a mediana das estimativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 4,06% para 4,04% e para o IPCA de 2018, de 4,39% para 4,32%. Analistas destacaram ainda o recuo da mediana do IPCA para 2021, de 4,25% para 4,0%.

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