Dólar
sobe

Bovespa
desce

Moeda norte-americana encerra sessão com alta de 1,07%
O dólar fechou em alta pelo segundo dia seguido impulsionado pela derrocada do petróleo e pela preocupação em torno da reforma da Previdência. Ontem finalmente foi apresentado o parecer do relator na comissão especial da Câmara, mas a votação foi adiada e o governo teve de fazer novas concessões. O dólar à vista no balcão terminou com alta de 1,07%, a R$ 3,1462, após oscilar entre a mínima de R$ 3,1100 (-0,09%) e a máxima de R$ 3,1492 (+1,17%). O giro registrado na clearing de câmbio da B3 foi de US$ 1,239 bilhão. No mercado futuro, o dólar para maio avançava 1,28% por volta das 17h15, a R$ 3,1550. O volume financeiro somava US$ 14,612 bilhões.

Petróleo e Previdência também derrubam Bovespa
A forte queda do petróleo no mercado internacional e o desconforto do mercado com o andamento da reforma da Previdência também levaram o Índice Bovespa a uma baixa de 1,17%, aos 63.406,96 pontos. A bolsa brasileira iniciou os negócios no terreno positivo e o Ibovespa chegou a subir até 0,64%. A perda de fôlego começou em torno das 11h15, logo após a notícia do acordo entre governo e oposição que suspendeu a votação do parecer para a primeira semana de maio. O enfraquecimento das bolsas de Nova York, por fim, acabou por ajudar a levar o Ibovespa definitivamente para o terreno negativo.

Duplamente penalizada, Petrobras teve ação mais negociada do dia
Em cenário de aversão ao risco, as ações da Petrobras foram duplamente penalizadas, sofrendo a influência do petróleo e do aumento da percepção de risco interno. As ordens de venda se concentraram principalmente em Petrobras PN. As ações ordinárias e preferenciais da Petrobras terminaram o dia com perdas de 2,84% e de 3,55%. As ações da Vale acabaram por sucumbir ao desânimo do investidor. Vale ON +0,23%, e Vale PNA -0,12%. Setor financeiro também pesou no desempenho negativo do dia. Destaque para Banco do Brasil ON, maior queda do Ibovespa (-3,56%). Bradesco PN caiu 1,00% e Itaú Unibanco PN, 0,88%.

Juros futuros fecham em alta com influência do exterior
Os juros futuros fecharam em alta mais firme na ponta longa da curva, contaminados pelo comportamento negativo do exterior que afetou o mercado de moedas, principalmente à tarde. Ao final da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2018 (109.970 contratos) fechou na máxima de 9,555%, de 9,535% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2019 (196.615 contratos) encerrou também na máxima, com taxa de 9,38%, de 9,35% no ajuste da véspera. O DI janeiro de 2021 (110.615 contratos) terminou em 9,93%, de 9,88%.

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