Moeda americana teve uma sessão volátil
O dólar teve uma sessão bastante volátil nesta terça-feira (18). Pela manhã, caiu com a expectativa de que novas flexibilizações na reforma da Previdência poderiam facilitar sua aprovação. Depois, no meio da sessão, oscilou em torno da estabilidade. E mais para o fim do pregão, ganhou força e passou a subir. O dólar à vista no balcão terminou com alta de 0,22%, a R$ 3,1128, após oscilar entre a mínima de R$ 3,0881 (-0,58%) e a máxima de R$ 3,1232 (+0,55%). O giro registrado na clearing de câmbio da B3 foi de US$ 1,070 bilhão. No mercado futuro, o dólar para maio avançava 0,34% por volta das 17h15, a R$ 3,1170.

Bovespa caiu 0,27% e fechou aos 64.158,84 pontos
O mercado externo foi fator determinante do rumo dos negócios com ações no Brasil. Se ontem os mercados externos contribuíram para uma alta de 2,40% do Índice Bovespa, hoje levaram o indicador a uma baixa de 0,27%, aos 64 158,84 pontos. A desvalorização das principais commodities e a queda das bolsas na Europa e nos Estados Unidos tiveram influência direta sobre os negócios por aqui, enquanto investidores monitoraram o noticiário doméstico em torno da reforma da Previdência. O volume de negócios com ações na B3 totalizou R$ 7,49 bilhões. A queda de 4,6% do minério de ferro no mercado à vista chinês derrubou as ações da Vale.

Juros seguem em queda ainda influênciados pela ata do Copom
Os juros futuros seguiram em queda firme até o encerramento da sessão regular, ainda refletindo a leitura da ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), na semana passada. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para julho de 2017, que melhor reflete as apostas para a próxima decisão do Copom, fechou com taxa de 10,693%, de 10,734% no ajuste de segunda-feira, com 588 235 contratos. A taxa do DI janeiro de 2018 (343.080 contratos) caiu de 9,635% para 9,535%. A taxa do DI janeiro de 2019 (259 250 contratos) terminou a 9,35%, de 9,44% no ajuste anterior. O DI janeiro de 2021 (143.910 contratos) encerrou a 9,88%, de 9,92%.

Investidores apostam em aumento de queda na Selic
O cenário político doméstico continuou como a principal incerteza, principalmente no que diz respeito à reforma da Previdência. A ata surpreendeu boa parte do mercado quando o Banco Central diz que "a evolução da conjuntura econômica já permitiria uma intensificação do ritmo de flexibilização monetária maior do que a decidida nessa reunião". Na semana passada, o Banco Central reduziu a Selic em um ponto porcentual, de 12,25% para 11,25%, e a partir da constatação acima os investidores elevaram as apostas numa ampliação do ritmo para 1,25 ponto na reunião de maio, que ainda assim são minoritárias, sobretudo se a tramitação da reforma da Previdência evoluir.

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