No Brasil, moeda cai 0,25% e fecha a R$ 3,1341
O dólar terminou a quarta-feira, 12, em leve queda em relação ao real, com comentários do presidente dos EUA, Donald Trump. A divulgação da lista do Fachin trouxe desconforto aos investidores, em meio a receios sobre eventuais impactos na votação das reformas estruturais, sobretudo da Previdência. Ainda assim, nova fala do mandatário norte-americano alertando para a força do dólar provocou uma expressiva queda da moeda em todo o mundo. O dólar à vista no balcão terminou com queda de 0,25%, a R$ 3,1341. O giro registrado foi de US$ 1,903 bilhão. No mercado futuro, o dólar para maio recuava 0,16% por volta das 17h15, a R$ 3,1455. O volume financeiro somava US$ 16,820 bilhões.

Em queda, Ibovespa termina abaixo dos 64 mil pontos
As adversidades dos cenários interno e externo voltaram a determinar o sinal de baixa do Índice Bovespa. Queda de commodities, tensão geopolítica e incertezas no cenário político doméstico foram os principais estímulos para as ordens de venda de ações, que levaram o Índice Bovespa a operar no vermelho durante quase todo o dia e perder o patamar dos 64 mil pontos. Ao final do dia, o indicador teve baixa de 0,73%, aos 63.891,67 pontos. "Embora a lista (de Fachin) não tenha surpreendido o mercado, os inquéritos são mais um fator de desgaste para o governo e podem dificultar o endereçamento das reformas", disse Shin Lai, estrategista e analista da Upside Investor.

Vale ON tem recuo de 4,33%, influenciada pela China
Mas o mau humor no mercado brasileiro de ações também foi, em boa parte, importado das bolsas internacionais, que na maioria fecharam em baixa. Os contratos futuros de aço e de minério de ferro negociados na China tiveram forte queda, após siderúrgicas reduzirem seus preços numa tentativa de desovar o excesso de estoques. Com isso, as ações da Vale seguiram à risca o desempenho de suas pares e tiveram perdas de 4,33% (ON) e de 4,41% (PNA). Os papéis do setor siderúrgico acompanharam. Entre as ações que fazem parte do Ibovespa, as maiores queda foram de CSN ON (-8,70%), Bradespar PN (-5,97%), Gerdau PN (-5,08%) e Usiminas PNA (-4,53%). Os negócios totais na bolsa somaram R$ 14,5 bilhões.

Máxima da DI com vencimento janeiro fica em 9,640%
Os juros futuros encerraram em alta no segmento BM&F, em meio ao avanço do dólar e ao clima político mais pesado no Brasil, mas com efeito moderado pelas expectativas de queda da Selic em pelo menos 1 ponto porcentual - o que se confirmou no início da noite. No fim da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro tinha taxa de 9,640% (máxima), de 9,615% no ajuste de terça. A taxa do DI para janeiro de 2019 (151.595 contratos) também fechou na máxima, de 9,42%, de 9,38% no ajuste anterior. A taxa do DI janeiro de 2021 (101.800 contratos) subiu de 9,83% para 9,88%.

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