Mercado financeiro
Bolsa encerra o dia aos 64.359,79 pontos
O Índice Bovespa alternou altas e baixas durante todo o pregão desta terça-feira (11) influenciado por fatores internos, externos e por questões técnicas. Na última hora de negociações, a notícia veiculada pelo Grupo Estado sobre a "lista de Fachin" foi decisiva para a queda de 0,45% do Ibovespa, que terminou o dia aos 64.359,79 pontos. O volume financeiro somou R$ 8 bilhões. O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de inquérito contra nove ministros do governo Temer, 29 senadores e 42 deputados federais, entre eles os presidentes das duas Casas.
Cenário internacional puxou alta do dólar
Riscos geopolíticos no cenário internacional, com novos desdobramentos na Síria e na Coreia do Norte, e receios em relação ao andamento da reforma da Previdência, acrescidos de temores políticos, ajudaram o dólar a fechar em alta ante o real após uma sessão volátil. O dólar à vista no balcão terminou com alta de 0,18%, a R$ 3,1421, após oscilar entre a mínima de R$ 3,1252 (-0,36%) e a máxima de R$ 3,1549 (+0,58%). O giro registrado na clearing de câmbio da B3 foi de US$ 1,932 bilhão. No mercado futuro, o dólar para maio avançava 0,33% por volta das 17h15, a R$ 3,1555. O volume financeiro somava US$ 17,559 bilhões.
Movimentos distintos na sessão de juros futuros
Os juros futuros encerraram a sessão regular do segmento BM&F com sinais distintos. Enquanto a ponta curta fechou em baixa, os trechos intermediário e longo terminaram entre a estabilidade e leve alta. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 (270.047 contratos) fechou com taxa de 9,615%, de 9,670% no ajuste de segunda-feira, 10. A taxa do DI janeiro de 2019 (186 415 contratos) encerrou a 9,38%, estável ante o ajuste anterior. O DI janeiro de 2021 (114.595 contratos) fechou com taxa de 9,83%, de 9,81%. A taxa do DI janeiro de 2023 (52.280 contratos) subiu de 10,05% para 10,09%.
Taxas longas fecharam com sinal levemente positivo
Da abertura dos negócios até metade da manhã, as taxas mostravam queda, sustentada pelo otimismo com relação ao encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), mas depois o mercado passou a reduzir posições vendidas na parte longa da curva, que então zerou o recuo, renovando máximas e mostrando viés de alta. "Os ativos de risco sentiram a abertura ruim do mercado nos EUA, o que gerou um movimento de sell off até o começo da tarde", lembrou o trader de renda fixa da Quantitas Asset Matheus Gallina. O movimento perdeu um pouco de força ao longo da tarde, mas ainda assim, as taxas longas fecharam com sinal levemente positivo.





