Mercado financeiro
Segunda-feira foi de mercado cauteloso
A cautela foi a principal característica dos negócios desta segunda-feira (10), no mercado brasileiro de ações e retraiu os investidores. O Índice Bovespa alternou altas e baixas e fechou aos 64.649,81 pontos, um avanço de 0,09%. O volume de negócios com ações na B3 totalizou R$ 7 bilhões, contra R$ 8 bilhões da média diária de março. A leve alta da bolsa ao final do pregão foi garantida pelas ações da Petrobras, que terminaram o dia com ganhos significativos depois que a agência de classificação de risco Moodys elevou seu rating de longo prazo de B2 para B1.Além disso, alterou a perspectiva de estável para positiva.
Câmbio teve uma leve correção em baixa
O dólar teve uma leve correção em baixa, após três sessões consecutivas de ganho, nas quais subiu 1,64%. No início do pregão, riscos geopolíticos chegaram a elevar a cotação, mas essas preocupações foram se dissipando ao longo do dia e o nível de R$ 3,15 no mercado à vista acabou atraindo exportadores. O dólar à vista no balcão terminou com queda de 0,33%, a R$ 3,1366, após oscilar entre a mínima de R$ 3,1302 (-0,53%) e a máxima de R$ 3,1500 (+0,09%). O giro registrado na clearing de câmbio da B3 foi de US$ 1,295 bilhão. No mercado futuro, o dólar para maio recuava 0,38% por volta das 17h15, a R$ 3,1505.
Juros futuros confirmam movimento de queda no diaOs juros futuros confirmaram no fechamento da sessão regular do segmento BM&F o movimento de queda que deu o tom aos negócios desde a abertura da sessão, que, no entanto, teve volume baixo de contratos negociados. Um conjunto de fatores animou o mercado em relação a queda da Selic. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para julho de 2017 (253.150 contratos) caiu de 10,854% no ajuste de sexta-feira para 10,789%. A do DI janeiro de 2018 (112.565 contratos) fechou em 9,670%, de 9,770%. A taxa do DI janeiro de 2019 (136.555 contratos) caiu de 9,51% para 9,38% e a do DI janeiro de 2021 (71.975 contratos), de 9,93% para 9,81%.
Projeção de queda do IPCA para baixo da meta de inflação
Na pesquisa Focus, o destaque foi a queda da mediana das projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2018 para baixo da meta central de inflação de 4,5%. A mediana passou para 4,46%, após permanecer estacionada em 4,50% por 36 semanas consecutivas. Já a primeira prévia do IGP-M de abril mostrou expressiva e inesperada deflação, de 0,74%, após um aumento de 0,25% na primeira prévia de março. Esse cenário reforçou a percepção de que há espaço para um corte da Selic acima de 1 ponto porcentual. O Boletim trouxe ainda revisão para baixo na estimativa para o crescimento do PIB este ano, de 0,47% para 0,41%.





