Dólar
sobe

Ibovespa
desce

Divisa norte-americana fecha com alta de 0,98% a R$ 3,1454
O Placar da Previdência, levantamento divulgado desde quarta-feira pelo Grupo Estado, parece ter aberto os olhos dos operadores para uma realidade que eles estavam evitando encarar: que a aprovação da tão necessária reforma será muito mais difícil do que o esperado. Desde a quarta-feira o levantamento vem causando mal-estar entre os ativos domésticos e ontem, colaborou para nova alta do dólar ante o real. O dólar à vista no balcão terminou com avanço de 0,98%, a R$ 3,1454, após passar a primeira metade dos negócios rondando a estabilidade.

Ibovespa encerra sessão em baixa e perde 2,35% em dois dias
O mal-estar em torno do ambiente político doméstico levou o mercado de ações a mais um dia de perdas generalizadas, e o Índice Bovespa chegou a perder pontualmente o patamar dos 64 mil pontos. O indicador fechou aos 64.222,72 pontos, em queda de 0,85%. Boa parte do estresse foi atribuída ao Placar da Previdência. Incertezas do cenário internacional, movimento de commodities e expectativa por eventos da semana também teriam contribuído para as ordens de venda. Em dois dias de queda, o Ibovespa perdeu 2,35%. Na mínima do dia, o Índice Bovespa atingiu 63.762,12 pontos (-1,56%).

Volume de negócios reduzido revela cautela e posicionamento defensivo
As ações da Vale estiveram mais uma vez entre as quedas mais relevantes. As ações da Petrobras e bancos também recuaram e completaram o cenário de perdas. Apesar da movimentação, operadores chamaram a atenção para o volume de negócios, que permaneceu reduzido, num sinal claro de cautela e busca por posicionamentos mais defensivos. Foram movimentados R$ 7,6 bilhões. Entre as ações que fazem parte do Ibovespa, as maiores queda foram de Usiminas PNA (-4,14%), Santander units (-3,79%) e Gerdau Metalúrgica PN (-3,84%). Vale ON e PNA caíram 1,83% e 2,15%, respectivamente. Petrobras ON e PN perderam 0,33% e 0,27%.

Taxas de juros futuros ampliam alta e terminam nas máximas do dia
Os juros futuros no segmento BM&F ampliaram a alta e encerraram a sessão nas máximas do dia, ainda sob o impacto das preocupações com a reforma da Previdência. O giro de contratos cresceu no período da tarde, quando foram disparadas ordens de stop loss. O avanço das taxas também atingiu a parte curta da curva, que tinha fechado em baixa. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 (278.455 contratos) fechou em 9,765%, de 9,805%. A taxa do DI janeiro de 2019 (267.510 contratos) encerrou na máxima de 9,55%, de 9,44%. O DI janeiro de 2021 (244.690 contratos) terminou na máxima de 10,00%, de 9,85%.

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