Após oscilação, moeda americana fechou em R$ 3,1148
O dólar fechou em alta ante o real nesta quarta-feira (5) influenciado por uma série de fatores. O dólar à vista no balcão terminou com alta de 0,60%, a R$ 3,1148, após oscilar entre a mínima de R$ 3,0825 (-0,44%) e a máxima de R$ 3,1188 (+0,73%). O giro registrado na clearing de câmbio da B3 - resultado da fusão da BM&FBovespa com a Cetip - foi de US$ 1,071 bilhão. No mercado futuro, o dólar para maio avançava 0,69% por volta das 17h15, a R$ 3,1315. O volume financeiro somava US$ 16,377 bilhões. No exterior, o dólar subia ante a maioria das moedas emergentes, como o rand sul-africano (+1,33%), o rublo russo (+0,87%) e a lira turca (+0,63%).

Índice Bovespa caiu 1,51%
A brusca queda das ações derrubou o Índice Bovespa e surpreendeu diversos agentes do mercado. O indicador já vinha operando em baixa desde o final da manhã, mas aprofundou as perdas no meio da tarde, quando perdeu o patamar dos 65 mil pontos. A combinação entre o tom mais duro da ata do Fed e a divulgação do Placar da Previdência, do Grupo Estado, levou o índice a fechar aos 64.774,76 pontos, com queda de 1,51%. O volume de negócios totalizou R$ 7,8 bilhões. A principal expectativa do dia girou em torno da divulgação da ata do Fed (banco central norte-americano). O documento mostra a intenção de diminuir o balanço patrimonial do Fed.

Juros futuros oscilam entre estabilidade e viés de alta
Os juros futuros de médio e longo prazos terminaram a sessão regular do segmento BM&F entre a estabilidade e um viés de alta, nas máximas. O contratos curtos fecharam em baixa. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 (174.150 contratos) fechou em 9,765%, de 9,805% no ajuste de ontem. A taxa do DI janeiro de 2019 (118.790 contratos) encerrou na máxima de 9,44%, estável ante o ajuste anterior. A taxa do DI janeiro de 2021 (99.945 contratos) também encerrou na máxima, de 9,85%, de 9,81%, e a do DI janeiro de 2023 (26.700 contratos) subiu de 10,01% para 10,07% (máxima).

Ata do Fed mostra membros divididos sobre inflação
A ata do Fed (banco central norte-americano) mostrou que os membros se mostraram divididos sobre deixar a inflação continuar a subir, com alguns acreditando que ela já atingiu a meta e outros defendendo que não se trata de um teto e seria interessante ver um "retorno sustentável" para a marca de 2% por um tempo. Eles também discutiram o que fazer com o enorme balanço patrimonial na instituição. O relatório da ADP mostrou criação de 263 mil empregos privados no mês passado nos EUA, ante previsão de 180 mil vagas. Internamente, as dificuldades com o avanço da reforma da Previdência também geram desconforto.

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