Subiu
Petrobras

Desceu
Dólar

Expectativa de entrada de recursos também interfere
Mais uma vez na contramão do exterior, o dólar fechou em queda ante o real nesta terça-feira, 4. O otimismo foi causado principalmente pelo adiamento do julgamento da chapa Dilma Rousseff/Michel Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A expectativa de entrada de recursos no País também colaborou. O dólar à vista no balcão terminou com queda de 0,60%, a R$ 3,0963. O giro registrado na clearing de câmbio da B3 foi de US$ 867,279 milhões. No mercado futuro, o dólar para maio recuava 0,59% por volta das 17h15, a R$ 3,1150. O volume financeiro somava US$ 14,089 bilhões. No exterior, o dólar subia ante a maioria das moedas emergentes.

Bovespa tem segunda sessão de recuperação
O mercado brasileiro de ações encontrou espaço para mais uma sessão de recuperação e subiu moderadamente, com a ajuda das ações da Vale e da Petrobras. A ausência de notícias negativas favoreceu um clima mais ameno e mais receptivo ao risco, embora o volume de negócios tenha continuado fraco. Ao final do pregão, o Índice Bovespa marcou 65 768,91 pontos, com valorização de 0,85%. O volume financeiro total na bolsa somou R$ 5,7 bilhões, bem abaixo da média de março, de R$ 8 bilhões. Apesar da agenda econômica intensa, um dos eventos domésticos de maior impacto no humor dos investidores foi a suspensão do julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE.

Commodities puxam Ibovespa para cima
Nesse ambiente relativamente tranquilo no mercado interno, foi o cenário internacional o fator determinante para o avanço das ações. Com o petróleo em forte alta nas bolsas de Nova York e de Londres, as ações da Petrobras tiveram forte alta durante todo o pregão e terminaram o dia com ganhos de 0,72% (ON) e de 1,23% (PN). Os papéis da Vale engrenaram um movimento de recuperação, depois de terem figurado entre as principais quedas na véspera. Com altas de 3,86% (ON) e de 3,54% (PNA), as ações da mineradora ajudaram a impulsionar também os papéis de siderurgia. CSN ON subiu 3,46% e Gerdau PN ganhou 1,49%.

Taxas de juros recua em toda a curva de termo
Os juros futuros encerraram a sessão regular em baixa moderada ao longo de toda a curva a termo. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em julho de 2017 encerrou em 10,920% (máxima), de 10,938% no último ajuste, com 225.150 contratos. A taxa do DI janeiro de 2018 (172.110 contratos) caiu de 9,825% no ajuste de ontem para 9,805%, e a do DI janeiro de 2019 (127.885 contratos) fechou em 9,44%, de 9,48%. O DI janeiro de 2021 (118.635 contratos) terminou com taxa de 9,81%, de 9,83% no ajuste anterior. Os discursos otimistas da equipe econômica do governo e o adiamento do julgamento no TSE também foram determinantes.

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