Mercado financeiro
Mercado embutiu um maior risco na taxa de câmbio
Após um período de leniência com o governo Michel Temer, a paciência do mercado parece estar ficando mais curta. Em meio a uma somatória de riscos externos e internos, operadores de câmbio não gostaram do placar da votação do projeto de terceirização, na Câmara e embutiram um maior risco na taxa de câmbio brasileira. O dólar à vista no balcão terminou com alta de 1,33%, a R$ 3,1359, após ter atingido a máxima intraday de R$ 3,1417. O giro na clearing de câmbio da BM&FBovespa foi de US$ 1,566 bilhão. No mercado futuro, o dólar para abril avançava 1,57% , a R$ 3,1440. O volume financeiro somava US$ 16,548 bilhões.
Negócios na bolsa fecham em estabilidade
A indefinição deu o tom dos negócios e Bovespa alternou sinais ao longo de todo o pregão, com as atenções dos investidores divididas entre incertezas dos cenários interno e externo. Ao final dos negócios, o índice acabou fechando estável (+0,01%), aos 63.530,78 pontos. Vale ON e PN terminaram o dia em quedas de 0,54% (ON) e 1,00% (PNA), refletindo a cautela do investidor com o cenário doméstico menos favorável. As ações da Petrobras oscilaram ao sabor de influências positivas e negativas e, com isso, alternaram sinais durante todo o dia. Fecharam com perdas de 0,07% (ON) e 0,66% (PN).
Viés de alta dos juros futuros
Os juros futuros fecharam com viés de alta, perto dos ajustes anteriores, com o mercado computando receios em relação ao cenário fiscal, o avanço do dólar e do rendimento dos Treasuries, e o leilão de papéis prefixados. O yield da T-Note de dez anos desacelerou para a faixa de 2,40%, após ter batido mais cedo nos 2,43%. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 (161.485 contratos) fechou em 9,970%, de 9,955% no ajuste de quarta. A taxa do DI janeiro de 2019 (254.665 contratos) encerrou em 9,56%, de 9,53% no ajuste anterior. O DI janeiro de 2021 (241.560 contratos) terminou com taxa de 10,02%, de 9,99%.
Exclusão dos servidores repercute no mercado
Além da concessão feita pelo governo na proposta da reforma da Previdência, de excluir servidores municipais e estaduais, pesou sobre os negócios o fato de o governo não ter anunciado na quarta como fará para cobrir o rombo de R$ 58,2 bilhões no Orçamento este ano, como o valor do contingenciamento e/ou aumento de impostos. Com isso, o mercado, seguiu corrigindo suas expectativas. "A indefinição sobre o contingenciamento continua. Sabe-se que vai ser anunciado para fazer frente ao déficit, mas não como será feito, se haverá aumento de impostos", disse o diretor da Mapfre Investimentos, Carlos Eduardo Eichhorn.





