Vale
sobe

Bradesco ON
desce

Bolsa segue suscetível aos cenários interno e externo
A Bovespa recuperou ontem parte das fortes perdas da véspera, embora ainda tenha mostrando que segue suscetível às incertezas dos cenários interno e externo. No final do dia, o índice terminou em alta de 0,86%, aos 63.521,33 pontos. O volume de negócios somou R$ 9 bilhões. Do lado do cenário externo, continuaram a pesar as dúvidas quanto à capacidade do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de avançar em medidas importantes no Congresso. O atentado no Parlamento de Londres foi outro fator de tensão. Internamente, causou desconforto a decisão do governo Michel Temer de retirar da proposta da reforma da Previdência os servidores públicos estaduais e municipais.

Vale e Petrobras fecham com altas
As ações de empresas de commodities se destacaram em alta. Os papéis da Vale fecharam com altas de 1,24% (ON) e de 1,23% (PNA). O minério de ferro com pureza de 62% caiu 3,7% no mercado à vista chinês. As ações da Petrobras subiram 3,28% (ON) e 5,08% (PN), apoiadas nos resultados da empresa no quarto trimestre de 2016, que mostraram reversão de prejuízo e redução de endividamento. Já os papéis do setor financeiro não seguiram tendência única. Banco do Brasil ON avançou 3,38%. Outras ações do setor seguiram as baixas de pares no exterior e recuaram. Foi o caso de Bradesco ON (-0,61%) e Santander Brasil Unit (-1,59%).

Dólar termina sessão com alta de 0,28%, aos R$ 3,0947
O dólar fechou em leve alta ante o real, em meio a uma série de fatores locais e domésticos. Uma nova queda do petróleo e a cautela com a votação de um projeto importante no Congresso dos EUA nesta quinta-feira prejudicaram o apetite por risco nos mercados globais, enquanto internamente os participantes digerem o primeiro recuo formal nas tratativas para a reforma da Previdência e aguardam o anúncio do relatório bimestral de receitas e despesas, que poderá trazer um eventual aumento de impostos. O dólar à vista no balcão terminou com alta de 0,28%, a R$ 3,0947, depois de ter oscilado entre a mínima de R$ 3,0817 (-0,15%) e a máxima de R$ 3,1093 (+0,75%).

IPCA-15 de 0,15% ajuda a limitar avanço de taxas futuras
Os juros futuros de curto prazo fecharam estáveis, e os demais vencimentos tiveram alta moderada, influenciada pela reação à decisão do governo em relação à reforma da Previdência. O IPCA-15 de março, que mostrou inflação de 0,15%, veio no piso para o mês desde 2009 (0,11%), o que ajudou a limitar o avanço das taxas futuras. Ao final da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 (99.785 contratos) tinha taxa de 9,955%, mesmo patamar do ajuste de terça. A taxa do DI janeiro de 2019 (184.200 contratos) subiu de 9,48% para 9,53%. A taxa do DI janeiro de 2021 (153.695 contratos) encerrou a 9,99%, de 9,92%.

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