Mercado financeiro
Moeda norte-americana fecha em queda de 0,83%
O mercado brasileiro de câmbio nesta segunda-feira, 20, teve mais um dia de movimentos comandados pelo exterior. Passada a reunião do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) na semana passada, os agentes ainda seguem em busca de pistas em relação ao futuro da política monetária nos EUA. O dólar à vista no balcão terminou com baixa de 0,83%, a R$ 3,0729, o menor nível desde 23 de fevereiro (R$ 3,0531). O giro registrado na clearing de câmbio da BM&FBovespa foi de US$ 1,169 bilhão. No mercado futuro, o dólar para abril recuava 0,68% por volta das 17h15, a R$ 3,0835. O volume financeiro somava US$ 13,498 bilhões.
Apesar do escândalo da carne, Ibovespa termina em alta
A Bovespa iniciou a semana com uma sessão de recuperação de parte das fortes perdas da sexta-feira. Nesta segunda-feira, 20, as ações do setor de carnes mantiveram na maioria o viés de queda, mas não refletiram o mesmo nervosismo da sexta-feira. O resultado da equação foi uma alta de 1,05% do Índice Bovespa, que terminou o dia aos 64.884,26 pontos. O volume de negócios totalizou R$ 12,2 bilhões, inflado pelos R$ 3,1 bilhões do exercício de opções. A alta da bolsa foi garantida principalmente pelas ações de commodities e do setor financeiro. Os papéis da Vale e da Petrobras subiram a despeito das quedas do minério de ferro e do petróleo no mercado internacional.
Pebrobras e Vale avançam; Marfrig e BRF caem
Ao final do pregão, Petrobras ON e PN tiveram ganhos de 2,38% e 3,34% respectivamente. As ações da Vale avançaram 1,05% (ON) e 1,00% (PNA). No que diz respeito à operação Carne Fraca, o que pairou nas mesas de negociação foram dúvidas. Em meio à tentativa das empresas e do governo de reverter os estragos feitos pelas denúncias, países como China, Chile, Coreia do Sul e Europa se manifestaram pela suspensão das importações de carne brasileira. Marfrig ON foi a segunda maior queda do Ibovespa, com perda de 4,29%. BRF ON caiu 2,16% e Minerva ON, que não compõe a carteira do Ibovespa, recuou 7,43%. A exceção foi JBS ON, que subiu 0,75%, depois de despencar 10,59% na sexta-feira.
Juros baixam influenciados pelo boletim Focus, do BC
Os juros futuros terminaram a segunda-feira, 20, perto dos ajustes anteriores, em uma sessão de liquidez bastante fraca. As taxas curtas encerraram com viés de baixa, influenciadas pelo cenário de inflação benigno. A Pesquisa Focus do Banco Central mostrou que a mediana das estimativas para o IPCA em 2017 segue a caminho dos 4%. Ao final da sessão regular, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 (123.800 contratos) encerrou em 9,995%, na mínima, de 10,010% no ajuste de sexta-feira. A taxa do DI janeiro de 2019 (82.500 contratos) passou de 9,54% para 9,55% e a do DI janeiro de 2021 (86.360 contratos), de 9,97% para 9,99%.





