Mercado financeiro
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terça-feira, 14 de março de 2017
Agência Estado 
Moeda fechou o dia com avanço de 0,65%
Tensões políticas internas se somaram à expectativa com a reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) e garantiram nesta terça-feira (14) mais um fechamento em alta para o dólar. Além dos nomes de importantes autoridades que possam surgir em novas delações, o mercado teme que esses escândalos atrapalhem o andamento das reformas no Congresso. O dólar à vista no balcão terminou com avanço de 0,65%, a R$ 3,1732, poucos minutos após a divulgação do envio da "lista do Janot". O giro registrado na clearing de câmbio da BM&FBovespa foi de US$ 1,401 bilhão. No mercado futuro, o dólar para abril subia 0,69% por volta das 17h15, a R$ 3,1930.
Cenário político influenciou os ânimos dos investidores
A entrega da chamada "lista de Janot" chegou nos minutos finais de negociação na Bovespa, a tempo de aprofundar a queda com que a bolsa já vinha operando. Ao final dos negócios, houve queda de 1,27%, com o Índice Bovespa aos 64.699,46 pontos, na mínima do dia. Os negócios somaram R$ 7,15 bilhões.
A movimentação do cenário político doméstico já vinha influenciando os ânimos dos investidores, em meio também à influência negativa do cenário internacional. A queda do petróleo também foi influência negativa e favoreceu as ordens de venda das ações da Petrobras. Ao final do dia, Petrobras ON e PN recuaram 3,75% e 5,43%, respectivamente.
Juros futuros terminam em alta
Após passarem a manhã com um leve sinal positivo, as taxas aceleraram o avanço e renovaram máximas ao longo da tarde, movimento atribuído ao aumento da cautela com o cenário político. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para julho de 2017 (391.265 contratos) fechou na máxima, com taxa de 11,225%, de 11,205% no ajuste de segunda-feira. A taxa do DI janeiro de 2018 (222.835 contratos) subiu de 10,015% para 10,050% e a do DI janeiro de 2019 (264.540 contratos) passou de 9,52% para 9,60%. A taxa do DI janeiro de 2021 (130.080 contratos) fechou em 10,07%, de 9,93%, e a do DI janeiro de 2023 (67.590 contratos) encerrou em 10,36%, de 10,21%.
Depois de duas sessões de queda, mercado corrige indicadores
As taxas vinham de duas sessões de forte queda e, nesta terça-feira fraca de indicadores domésticos, o mercado já começou o dia disposto a alguma correção, em linha com a pressão sobre o câmbio e a despeito da queda dos rendimentos dos Treasuries. O quadro político recomendou uma exposição menor ao risco, dada a espera pela lista da Procuradoria-Geral da República (PGR). "Parece estar havendo certa preocupação com as reformas, sobretudo a da Previdência, de grande números de emendas acrescentadas e rumor de governo avaliando possibilidade de rever o cronograma", disse o estrategista-chefe da CA Indosuez Brasil, Vladimir Caramaschi.


