Mercado financeiro
Subiu
Natura ON
Desceu
Juros futuros
Aumentos menores nos salários justificam correção
O dólar à vista no balcão fechou nesta sexta-feira, 10, em queda de 1,58%, a R$ 3,1439, depois de subir 2,43% nos dois dias anteriores. A retração do dólar foi a maior desde 21 de setembro do ano passado, quando caiu 1,71%. O giro registrado foi de US$ 1,446 bilhão. Criou-se uma expectativa muito grande com o relatório do mercado de trabalho divulgado nesta sexta-feira, 10, nos Estados Unidos, depois de resultados acima do esperado na geração de vagas. Porém, houve uma correção de baixa no câmbio, pelo ganho dos salários um pouco aquém do previsto. No mercado futuro, o dólar para abril fechou com retração de 1,68%, a R$ 3,1595. O volume financeiro somou US$ 17,510 bilhões.
Bovespa tem leve alta apesar das commodities
O mercado brasileiro de ações teve uma frágil recuperação, depois de quatro quedas consecutivas. O Índice Bovespa fechou com alta de 0,14%, aos 64.675,46 pontos. O volume de negócios totalizou R$ 8,8 bilhões. A busca pela recuperação das perdas recentes esbarrou no mercado de commodities. O petróleo caiu com preocupações em torno da oferta da matéria-prima. As ações da Petrobras terminaram o dia em queda de 0,14% (ON) e de 1,31% (PN). Apesar da alta de 0,5% do minério de ferro no mercado à vista chinês, as ações da Vale também não conseguiram sustentar as altas da manhã e terminaram em queda de 1,76% (ON) e de 2,29% (PNA), em meio a discussões em torno da oferta da commodity.
Inflação abaixo do esperado fomenta papéis de varejistas
Internamente, o destaque foi o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro. A inflação oficial no mês passado ficou em 0,33%, abaixo do piso do intervalo das projeções (quem iam de 0,36% a 0,53%), e a menor leitura para fevereiro desde 2000. Isso eleva as chances de um corte mais forte na próxima reunião do Copom, em abril e justifica o bom desempenho das ações "bond proxy", que se beneficiam da expectativa de redução de juros no País. Papéis dos setores imobiliário, de varejo e utilidades ganharam fôlego com a desaceleração do IPCA. Nesses grupos, destaque para Natura ON (+3,21%), Copel PNB (2,95%) e BR Malls (+0,75%).
Taxas de juros fecham dia com forte queda
Os juros futuros fecharam em forte queda, influenciados pelo resultado do IPCA de fevereiro, pelo dólar e rendimento dos Treasuries em queda. Ao término da sessão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 tinha taxa de 10,070%, de 10,250% no ajuste anterior. A taxa do DI janeiro de 2019 caiu para 9,56% e fechou na mínima, de 9,80% no último ajuste. O DI janeiro de 2021 fechou em 9,97%, de 10,20%. Segundo operadores, a curva a termo precificava na tarde de sexta-feira em torno de 80% de probabilidade de uma queda de 1 ponto porcentual e 20% de chance de redução de 0,75 ponto na próxima reunião do Compom.





