Subiu
Dólar

Desceu
Petrobras

Boatos de reajuste de impostos também interferem no câmbio
O dólar fechou em alta firme ante o real na quarta-feira, 8, impulsionado pelo relatório da ADP sobre o mercado de trabalho no setor privado dos Estados Unidos e pela forte queda do petróleo. Paralelamente a isso, causou turbulência o rumor de que o governo poderia elevar o IOF sobre operação cambiais, rapidamente desmentido. O dólar terminou no nível mais forte desde o fechamento de 26 de janeiro (R$ 3,1756). À vista no balcão fechou em alta de 1,56%, a R$ 3,1675, depois de oscilar entre R$ 3,1249 (+0,20%) e R$ 3,1818 (+2,02%). O giro registrado foi de US$ 1,576 bilhão. No mercado futuro para abril fechou com valorização de 1,32%, a R$ 3,1835, e volume de US$ 18,410 bilhões.

Deficit comercial na China tem peso grande no Brasil
A China teve o primeiro deficit comercial mensal desde 2014, o que também ajudou a elevar o valor do dólar e derrubar a Bolsa de Valores no Brasil. O resultado negativo no gigante asiático foi de US$ 9,15 bilhões em fevereiro, quando as previsões eram de superávit de US$ 26,55 bilhões. Quanto ao petróleo, o Brent terminou em queda de 5,02%, após os estoques semanais nos EUA crescerem 8,209 milhões de barris, ante estimativa de aumento bem menor, de 1,7 milhão de barris. Ainda, um relatório da ADP, do setor privado, mostrou que foram criadas 298 mil vagas de emprego em fevereiro nos EUA, bem acima da previsão de 188 mil.

Bovespa tem baixa de 1,56% puxada por Vale e Petrobras
A Bovespa teve a terceira queda consecutiva, sob forte influência do mercado internacional de commodities. Preocupações com o provável aumento de juros nos EUA e com dados ruins da economia chinesa também contribuíram para incentivar as ordens de venda. O Índice Bovespa fechou em queda de 1,56%, aos 64.718,01 pontos. O volume de negócios somou R$ 8,4 bilhões. As ações da Petrobras tiveram forte desvalorização, de 6,17% (ON) e de 4,15% (PN). Ainda em commodities, a queda de 2,6% do minério de ferro no mercado à vista chinês incentivou ordens de venda de ações dos setores de mineração e siderurgia, com perdas na Vale de 2,59% (ON) e de 2,72% (PNA).

Taxas de juros fecham em alta por temores internos
Os juros futuros deram sequência ao movimento da véspera e fecharam em alta, mais forte nos vencimentos longos, com o aumento da cautela no cenários externo e doméstico. A disparada do rendimento dos Treasuries, a maior pressão no câmbio, o crescimento das preocupações com a reforma da Previdência e correção de posições mais ousadas feitas com base na aposta de aceleração do ciclo de queda da Selic justificaram a redução de posições vendidas em juros. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 tinha taxa de 10,240%, de 10,220% na véspera. A taxa do DI para janeiro de 2019 subiu de 9,70% para 9,74% e a de janeiro de 2021, de 10,01% para 10,12%.

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