Dólar
sobe

Bovespa
desce

Divisa norte-americana termina sessão cotada a R$ 3,1280
O dólar fechou em alta ante o real em um dia sem 'drivers' claros no mercado. Investidores ainda digerem a fala da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, na última sexta-feira, e a cautela também se justifica com o novo decreto de imigração de Donald Trump. Internamente, o possível pedido de abertura de inquérito a ser feito esta semana pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, também recomenda precaução aos investidores. O dólar à vista no balcão fechou em alta de 0,34%, a R$ 3,1280, depois de bater a máxima intraday de R$ 3,1300.

Bovespa fecha em baixa de 0,67%
O mau humor nos mercados internacionais e a cautela com o cenário político doméstico levaram a Bovespa a fechar em baixa de 0,67%, aos 66.341,36 pontos. O volume de negócios somou R$ 8,04 bilhões. As ações de empresas ligadas a commodities voltaram a se destacar na ponta negativa. A China trouxe incertezas aos investidores ao anunciar a redução de sua meta de crescimento neste ano. A medida derrubou ações de mineradoras por todo o mundo, inclusive as da brasileira Vale, que terminaram o dia com perdas de 2,26% (ON) e 3,10% (PNA). Os papéis do setor siderúrgico acompanharam. CSN ON, por exemplo, teve queda de 3,59%.

Agenda nacional e cenário político geram cautela na bolsa
"Foi um pregão marcado pela cautela", afirmou Pedro Galdi, chefe de análise da Upside Investor. Entre os itens mais aguardados da agenda nacional estão o Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre de 2016, a produção industrial de janeiro e a inflação do IPCA de fevereiro. No cenário político, seguem as delações da Lava Jato e as apurações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em torno da ação da chapa Dilma-Temer nas eleições de 2014. Também é esperada a divulgação do novo pacote de concessões de infraestrutura, que deve movimentar as ações de empresas de aviação, ferrovias e energia elétrica.

Segunda-feira teve volume fraco de contratos negociados
Os juros futuros sustentaram-se em baixa desde a abertura até o final da sessão regular na BM&FBovespa, apesar da virada do dólar para o terreno positivo e do avanço maior do rendimento dos Treasuries, que bateram máximas perto das 16 horas. A segunda-feira foi de volume fraco de contratos negociados. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2018 terminou com taxa de 10,210%, de 10,240% no ajuste de sexta-feira. A taxa do contrato DI para janeiro de 2019 caiu de 9,72% para 9,66%. O DI janeiro de 2021 fechou com taxa de 9,96%, de 10,00%.

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