Bovespa desce

Copom e ata do Fed derrubam moeda norte-americana
O dólar engatou mais um dia de queda e fechou no menor nível desde maio de 2015 no mercado à vista. Além de uma fragilidade global da moeda norte-americana, após a divulgação da ata do Federal Reserve na tarde de quarta-feira, internamente os investidores seguem otimistas com as expectativas para a economia brasileira. O corte na Selic promovido na véspera pelo Copom e a possibilidade de mais afrouxamento colaboram para esse bom humor. O dólar à vista no balcão fechou em queda de 0,55%, a R$ 3,0531, na mínima do dia e o menor valor desde 21 de maio de 2015 (R$ 3,0387).

Bovespa fecha com queda após realização de lucros
Depois de uma manhã positiva, a Bovespa perdeu fôlego e cedeu a um movimento generalizado de realização de lucros. O Índice Bovespa oscilou 2.209 pontos, entre a máxima de 69.488 pontos (+1,31%) e a mínima de 67.279 pontos (-1,91%). Fechou aos 67.461,39 pontos, com queda de 1,64% A onda vendedora no período da tarde chegou a pegar alguns players de surpresa, o que acabou por gerar um movimento de zeragem de posições à tarde. Essas operações ampliaram o volume negociado na bolsa, que totalizou R$ 10,6 bilhões, superior à média dos últimos dias.

Vale e siderúrgicas foram os destaques da bolsa
Embora as quedas tenham sido generalizadas, as ações da Vale e das siderúrgicas estiveram entre os principais destaques do dia. A mineradora teve lucro líquido de US$ 525 milhões no quarto trimestre de 2016. No ano, o lucro líquido chegou a US$ 3,982 bilhões, ante prejuízo de US$ 12,129 bilhões em 2015. O resultado no geral foi considerado dentro do esperado. Esse resultado sem surpresas, associado à queda do minério de ferro, teria justificado uma correção, afirmaram analistas. Assim, Vale ON e PNA caíram 4,38% e 4,15%, respectivamente.

Comunicado "dovish" do Copom faz juros caírem
Os juros futuros encerraram em baixa consistente, reagindo ao comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) considerado "dovish" (suave) em termos de perspectivas para a política monetária, enquanto a decisão de cortar a Selic em 0,75 ponto porcentual, para 12,25%, estava bem precificada. Ao término da negociação regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 estava na mínima de 10,335%, de 10,465% no ajuste de quarta-feira. A taxa do DI para janeiro de 2019 também fechou na mínima, de 9,81%, de 9,98% no ajuste anterior. A taxa do DI para janeiro de 2021 caiu de 10,18% para 10,04%.

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