Moeda norte-americana terminou cotada a R$ 3,10O dólar fechou abaixo de R$ 3,10 pela primeira vez em mais de um ano e meio. No mercado à vista, a moeda terminou a sessão em queda de 0,53%, cotada a R$ 3,0940, menor nível desde 23 de junho de 2015 (R$ 3,0755). O volume de negócio somou US$ 1,200 bilhão. No mercado futuro, o contrato para março recuou 0,90%, aos R$ 3,0955, com giro de US$ 18,643 bilhões. A queda da divisa norte-americana perdurou por quase toda a sessão, justificada pela entrada de recursos no País e a atuação do Banco Central. Nas máximas, o dólar à vista subiu aos R$ 3,1275 (+0,54%) e o contrato futuro para março registrou R$ 3,1375 (+0,45%).

Bovespa encerra em baixa após cinco altas consecutivas
Depois de cinco altas consecutivas, a Bovespa cedeu a um leve movimento de realização de lucros e fechou em baixa de 0,38%, aos 66.712,88 pontos. A correção foi concentrada nas ações da Vale, principais alvos das ordens de venda no dia. Em contrapartida, os papéis da Petrobras subiram e amenizaram o efeito das perdas da mineradora. Os negócios totalizaram R$ 8,75 bilhões. A principal expectativa do dia girava em torno da participação de Yellen no comitê de bancos do Senado dos Estados Unidos. O seu discurso, aparentemente mais "hawkish" (duro), chegou a aprofundar o movimento de baixa, mas uma segunda leitura favoreceu uma recuperação do índice.

Bolsa não se sustenta e papéis da Vale e Petrobras caem
Passado o impacto inicial do discurso, as bolsas norte-americanas voltaram das mínimas do dia e passaram a subir. A Bovespa seguiu a recuperação e chegou a subir 0,21%, alinhada à melhora em Wall Street. A elevação acabou por não se sustentar, uma vez que as ações da Vale e das siderúrgicas mantiveram firme movimento de realização de lucros. Vale ON e PNA tiveram quedas de 3,94% e 3,36%, respectivamente. Na véspera, haviam disparado 9,18% e 6,79%. Os papéis da Petrobras avançaram durante todo o dia, acompanhando as altas dos preços do petróleo. Ao final do dia, Petrobras ON e PN subiram 1,51% e 1,28%.

Reação de alta não perdura e juros futuros fecham estáveis
Os juros futuros encerraram estáveis a sessão regular da BM&FBovespa de ontem. A forte reação de alta que pautou o mercado durante à tarde, após as declarações de Yellen, dadas durante seu testemunho ao comitê bancário do Senado americano, não se sustentou. Do mesmo modo, o dólar voltou a cair e a Bolsa, a subir. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) fechou em 10,650%, de 10,655% no ajuste de segunda-feira. A taxa do DI janeiro de 2010 ficou estável em 10,10% e a do DI janeiro de 2021 terminou em 10,25%, de 10,24%.

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