Subiu
Petrobras

Desceu
Dólar

Moeda recua 0,12% com desconforto sobre Trump
O dólar fechou em queda nesta quarta-feira, 8, pela terceira sessão consecutiva, cotado aos R$ 3,1183 (-0,12%) no mercado à vista. O contrato para março encerrou em queda de 0,13%, aos R$ 3,1330. Houve avanço do dólar diante de preocupações com a expansão do nacionalismo na Europa, com eleições para este ano na França e na Alemanha. Porém, o cenário nebuloso sobre o governo de Donald Trump nos Estados Unidos teve efeito negativo, fortalecido pela alta do petróleo. No mercado à vista, operou entre R$ 3,1132 (-0,29%) e R$ 3,1295 (+0,23%), com volume de negócios de US$ 973,020 milhões. O futuro oscilou de R$ 3,1280 (-0,29%) a R$ 3,1450 (+0,26%), com giro de US$ 10,496 bilhões.

Bovespa tem alta sob efeitos de inflação baixa em janeiro
A Bovespa fechou em alta de 0,99%, aos 64.835,40 pontos, na máxima do dia. Foi a segunda alta consecutiva da bolsa brasileira, que enfrentou períodos de instabilidade em alguns dos principais grupos de ações. A desaceleração da inflação do IPCA de janeiro foi pano de fundo otimista para os negócios, com influência direta sobre ações do setor financeiro e imobiliário. Por outro lado, os papéis de empresas ligadas a commodities estiveram voláteis. Os negócios na bolsa brasileira somaram R$ 7,6 bilhões. Itaú Unibanco PN subiu 2,58% e Bradesco PN, 1,86%, pela expectativa de queda dos juros. No setor imobiliário, os destaques foram Cyrela ON (+2,20%) e MRV ON (+1,88%).

Commodities têm dia de forte instabilidade
O petróleo foi importante fator de instabilidade. A commodity começou o dia em baixa, com o crescente avanço da produção de petróleo de xisto nos EUA e níveis altos de estoques da commodity no país. À tarde, os preços se recuperaram. As ações da Petrobras sofreram a influência e só definiram tendência perto do final dos negócios, com notícias sobre possível corte na produção dos países pertencentes à Opep. Petrobras ON e PN fecharam nas máximas, com ganhos de 2,09% e 2,72%, respectivamente. Os papéis da Vale não escaparam da volatilidade, apesar da alta dos preços do minério de ferro e da reversão do prejuízo da Rio Tinto. Vale ON e PNA terminaram o dia com ganhos de 1,16% e 0,90%.

Taxas de juros seguem viés e recuam em toda a curva
Os juros futuros fecharam em queda ao longo de toda a curva, estimulada pela inflação de janeiro abaixo da mediana das previsões e pelos recuos do dólar e do rendimento dos Treasuries nos Estados Unidos. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2018 tinha taxa de 10,730%, de 10,785% no ajuste da terça-feira, 7. A taxa do DI janeiro de 2019 encerrou a 10,14%, de 10,18% no último ajuste. O DI janeiro de 2021 fechou com taxa de 10,31%, de 10,37%. Ainda assim, as apostas em aceleração do corte da Selic em 1,00 ponto porcentual na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do próximo dia 22 permanecem minoritárias na curva a termo.

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